COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 9 – 4º trimestre de 2014 – LEGISLADOR E JUIZ (22 a 29/11)

Lembrem-se todos os que procuram viver uma vida cristã de que a igreja militante não é a igreja triunfante. Serão encontradas na igreja pessoas de índole carnal. Elas devem receber mais compaixão do que repreensão. Não se deve julgar que a igreja apóie tais indivíduos, embora se encontrem dentro de seus limites. Se a igreja os excluísse, os mesmos que criticaram sua presença ali, acusariam a igreja por enviá-los a esmo ao mundo; alegariam que eles foram tratados desumanamente. Pode ser que haja na igreja os que são frios, orgulhosos, altivos e não-cristãos, mas não precisais associar-vos com essa classe. Há muitos que são cordiais, abnegados e altruístas, estando dispostos, se necessário, a depor a própria vida para salvar almas. Jesus viu os maus e os bons em afinidade na igreja, e disse: “Deixai-os crescer ambos juntos até à ceifa.” Mat. 13:30. Ninguém precisa tornar-se joio porque nem toda planta no campo é trigo.  (Fundamentos da Educação Cristã pgs.294/295 – EGW )

João_Zeferino_da_Costa_-_Moisés_recebendo_as_tábuas_da_lei_-_1868VERSO ÁUREO: “Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” Tiago 4:12

INTRODUÇÃO (sábado 22 de novembro) – O legislador ou legisladores são as pessoas que criam as leis. Na ciência da política, a função principal do poder legislativo é fazer as leis, desde a constituição até as leis que regulamentam as questões de cada comunidade, município e cidadão.
Dentro do estudo da lição desta semana vamos estudar que Deus é o Legislador. Ele criou leis que servem de proteção e conservação do universo e dos homens. E, entre as leis que Deus criou está a lei dos 10 mandamentos.
Alguns ricos e famosos agem como se estivessem acima da lei. Em alguns países, o poder legislativo elabora leis para favorecer aqueles que governam, para tirarem proveito pessoal.
Através dos sistemas de comunicação este tipo de comportamento tornou-se um padrão de hipocrisia social. Tendemos a criticar este padrão, mas quando somos nós os favorecidos, muitos o aceitamos e justificamos.
Hoje, no meio cristão, tem muita gente que está se colocando acima de Deus quando escolhe desrespeitar ou mudar a Sua lei.

Nenhum ser humano está autorizado a alterar qualquer que seja o mandamento ou a palavra de Deus. Um breve olhar sobre os 10 mandamentos nos ajuda a entender porque eles e a Bíblia são fundamentos indispensáveis para o viver corretamente. Os dez mandamentos dividem-se em duas categorias principais: os primeiros quatro definem o nosso relacionamento com Deus, e os últimos seis definem o nosso relacionamento com as outras pessoas. Ver Êxodo 20:3-17. Os primeiros dois mandamentos mostram a nossa relação com Deus e com a adoração devida à Ele. 1) “Não terás outros deuses diante de mim”. 2) “Não farás para ti nenhum ídolo… Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto…”. O 3º e 4º mandamentos tratam da nossa relação com o nome e o dia santo de Deus. 3) “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus…”. 4) “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, teu Deus…”. Os mandamentos 5 e 7 protegem os laços familiares: 5) “Honra teu pai e tua mãe…”. 7) “Não adulterarás”. Os mandamentos 6, 8, 9 e 10 protegem nossas relações sociais. 6) “Não matarás!”. 8) “Não furtarás!”. 9) “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”. 10) “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo… nem coisa alguma que lhe pertença”.

Os dez mandamentos definem nosso relacionamento tanto com Deus, quanto com as outras pessoas. Eles são os sinais que indicam um estilo de vida cristão. Os governantes dos países, mesmo que sem saber, tomam como base os 10 mandamentos para a elaboração das suas constituições. A lição desta semana trata da necessidade que temos de guardar a lei de Deus de forma humilde, inclusive na forma como olhamos para os erros do nosso próximo e a maneira como tratamos o assunto. Deus não dá autorização para Seus filhos julgarem o próximo, mas dá várias ordens para ajudar, com amor; pois o julgamento bíblico pertence somente a Deus.

DOMINGO (23 de novembro) – JULGAMENTO OU DISCERNIMENTO? – Este é o texto para hoje: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.” Tiago 4:11. Jesus disse: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. Mateus 7:1. Como devemos entender essas palavras de Jesus? Jesus condena o julgamento hipócrita. Quem faz o julgamento hipócrita coloca-se acima da lei. Jesus emprega uma imagem interessante para ilustrar o assunto. Uma pessoa está sofrendo por causa de um cisco no olho, quando outra pessoa vem oferecendo-se para tirá-lo. Só que a outra; o juiz hipócrita, tem uma trave de madeira no seu olho. Jesus disse que temos que tirar nossas próprias vigas antes de remover os ciscos dos outros.

Como somos, naturalmente, filhos da ira e condenados à destruição, devemos manter as nossas mãos segurando as mãos de Jesus para não voltarmos à prática dos pecados da vida anterior. E uma das coisas que não podemos fazer é julgar as pessoas no seu íntimo, pois o julgamento das intenções pertence somente a Jesus, pois “ o Pai a ninguém julga, mas confiou o julgamento ao Filho”. Alguns confundem julgamento com discernimento espiritual. Podemos e devemos buscar o dom do discernimento para ajudar irmãos que, porventura, estejam em erros. Devemos avaliar os frutos e as obras dos irmãos e não determinar se pecam. Veja o exemplo: Recebe um convite e no mural de um conhecido em uma mídia social aparece muita linguagem duvidosa, fotos impróprias para um cristão e indicações de moral imprópria. Recusa, mas ao mesmo tempo, experimenta a angústia: “Estaria eu julgando?” O conteúdo, porém, fala por si: há algo errado na vida cristã de quem posta tais coisas despreocupadamente, sem pensar na possibilidade de escândalo. Cabe descobrir o que é.
Diante de um fato desses, quem se cala com o argumento “devo estar julgando” abstém-se de justas admoestações, impedindo que o pecado alheio seja reconhecido e coberto.
É este o comportamento da igreja hoje: incapaz de fazer a diferença entre julgar e discernir, o cristão se vê de boca atada e não ajuda o irmão em erro. O pecado se multiplica em nome de um “amor” muito pouco bíblico, falso amor, mascarado sob os imperativos modernos da tolerância ao mal e do ‘utilitarismo’, esquecemos que ficando ‘em cima do muro’ pecamos também e fazemos parte do esforço de satanás para o engano. Essa tem sido uma das maiores fraquezas da igreja hoje, uma das maiores mentiras do Diabo é que a unidade deve ser preservada por meio da abolição de toda a crítica.

Cuidado! Uma coisa é você sair por aí apontando o dedo e criticando as pessoas e dizendo que já estão condenadas; e, outra, totalmente diferente, é você procurar a pessoa, a sós, conforme Jesus determinou em Mateus capítulo 18, e mostrar-lhes os seus erros, com muita misericórdia e amor.
O propósito do discernimento espiritual, e não julgamento, que Deus exige de nós; não é para condenar ninguém ao castigo, mas para evitar o pecado e ajudar outros, também, ficarem livres do mal. Esse é um ministério muito importante que poucas pessoas gostam de realizar e, por isso, alguns acham mais fácil atirar pedras nos irmãos.
Algumas pessoas vivem para criticar, sempre procurando e destacando as falhas dos outros. Isso acontece no nível pessoal, e alguns, crentes e não crentes, são mais ousados e colocam críticas abertas nas redes sociais. Que feio! Fazem o trabalho do Diabo, e alguns pensam que estão trabalhando para Jesus! Tais pessoas convidam outros a ser críticos, também.

Quando condenamos as pequenas falhas de outros, eles terão motivo para nos condenar. Lembrando que o servo de Cristo pode ajudar as pessoas, e nunca julgar e condenar. O discípulo de Jesus tem o dever de ajudar o irmão que erra, mas sempre em espírito de amor e nunca apontando o dedo! Às vezes, alguém na igreja terá que ajudar outros irmãos a resolver problemas da sua vida, mas que façam com muita paciência e amor! Precisamos, sim, discernir entre o bem e o mal. Em geral, todos nós temos que avaliar todas as coisas, retendo o bem e rejeitando o mal. Ver Tessalonicenses 5:21-22. Para discernir entre essas coisas, é necessário crescer espiritualmente. Ver Hebreus 5:12-14. As pessoas incapazes de discernir e ajudar, continuam como crianças, como pessoas carnais. Ver I Coríntios 3:1.
Em I Coríntios 5 de 11 a 13 temos uma forma de tratar os que andam erroneamente – “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. Porque que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo.”

Para eu poder ajudar o meu irmão que erra, necessito ter uma rica experiência de relacionamento com Jesus, só assim estarei em condições de contribuir para o crescimento espiritual de um irmão meu, que está a viver na prática de algum pecado.

O que é reconciliação cristã? Imagine dois amigos que têm uma discussão que leva ao desentendimento. O bom relacionamento que eles tinham agora está tenso ao ponto de chegar bem perto de um rompimento. Eles pararam de falar um com o outro e a comunicação está muito estranha. Os amigos gradualmente se tornam como estranhos. Essa separação só pode ser revertida através da reconciliação. Reconciliar é restaurar a amizade ou harmonia. Quando velhos amigos resolvem suas diferenças e restauram seu relacionamento, a reconciliação acontece. Em II Coríntios 5:18-19 declara: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.”

A reconciliação só é possível se houver humildade, mansidão, perdão e misericórdia nas palavras e gestos. Concorda? Se você é crítico e juiz do seu irmão, deixe de fazer o trabalho do inimigo e torne-se em um conciliador, filho de Deus! Em João 7:24 Jesus ordenou que devemos exercer o juízo que é o julgamento baseado na Palavra de Deus. Se o julgamento é feito sobre qualquer outra base que não a Palavra de Deus, é uma violação a Mateus 7:1. Esse julgamento não é critica e nem condenação, e sim é reconciliação!

SEGUNDA-FEIRA (24 de novembro) O LEGISLADOR É O JUIZ – Este é o texto de hoje: “Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” Tiago 4:12

A lição de hoje é a continuação da de ontem, com a diferença de que analisaremos Deus como Juiz, o verdadeiro Juiz. É bom lembrarmos que todas as leis que foram dadas, tanto no Velho como no Novo Testamentos, foram dadas por Jesus, ver II Crônicas 33:8 e Neemias 10:29, e com isso podemos concluir que, de acordo com o texto da lição de hoje, só Jesus pode desenvolver o papel de Juiz. Caso contrário, a pessoa que julga coloca-se acima da lei e acima do próprio Deus. Dentro deste contexto, o máximo que os filhos de Deus podem fazer é reproduzir a Palavra de Deus para os irmãos e pessoas que vivem na prática de algum pecado. Procurar a pessoa, mostrar-lhe os erros e apelar para a reconciliação com Deus e ou com as pessoas; não é julgamento, isso significa mostrar às pessoas aquilo que Deus realizará em favor ou contra os Seus filhos; o julgamento propriamente dito.
É claro que Deus deixou-nos classificados, de forma clara em Sua Palavra, os pecados daqueles que não vão ser salvos, Com certeza isso é um julgamento, que Deus faz. Mas Ele pode fazer, pois é Deus. Nós, o máximo que podemos fazer é reproduzir estas palavras para os nossos queridos que estão no erro. Mas, como já foi abordado, fazê-lo sempre de forma carinhosa, em particular e com misericórdia e do próprio perdão que nasce no trono de Deus, e nunca com a voz de trovão, cheia de críticas, que nasce das profundezas do inferno.

Quais são alguns pecados que tirarão as pessoas da eternidade? Veja os textos abaixo: “Não sabeis que os injustos não hão-de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” I Corintios 6:9-10

“Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.” Apocalipse 21:7-8.

Deus não nos deixa dúvidas sobre os pecados classificados nos textos acima e em outros. Deus disse aquilo que vai acontecer com os que erram, não se arrependem e nem confessam os pecados. Mas é Deus que disse e não sou eu e nem você que julgamos as pessoas. O julgamento pertence à Deus. A ação do verdadeiro crente deve ser em envolver-se em atividades que venham libertar os pecadores do laço do pecado que os envolve. Se a pessoa fuma, consome bebidas alcoólicas, mente, prostitui-se, é maldizente, etc…, eu devo aproximar-me dela e tornar-me amigo dela; só depois que tiver alguma liberdade com a pessoa, chamar a atenção a respeito dos pecados que ela está praticando. Os maiores resultados são obtidos quando conversamos com as pessoas, tendo sido antes ungidos pelo Espírito Santo. Quando não temos habilidades para tratar com assuntos, como este, devemos pedir a ajuda de Deus e de pessoas mais experientes.

O que é um legislador? É aquele que elabora as leis. No caso da lição desta semana, Deus deixou-nos a Sua lei de amor, os 10 mandamentos, que é a expressão do Seu caráter. É curioso como as constituições, da maioria dos países, tomam como base a lei de Deus, especialmente com os mandamentos relacionados com o próximo. Não matarás, não adulterarás, não roubarás, não dirás falsos testemunhos, não cobiçarás e honrar pai e mãe. A lei de Deus, que foi dada no Éden aos nossos pais de forma verbal e depois escreveu no monte Sinai, tem uma aceitação mesmo que seja de forma subjetiva, por parte da liderança política dos países. Esse conhecimento deriva da lei de Deus que influenciou, pela tradição bíblica, os povos nas várias gerações.

O que faz um juiz? O juiz é aquele que julga. E Jesus vai julgar o mundo. Ver os seguintes textos: Isaías 33.22; 11: 1-5, Heb. 4:15 e 16 e Apoc. 19:11-16. Quer queiramos ou não; quer aceitemos ou não, e quer estejamos preparados ou não, todos compareceremos diante do tribunal de Deus. Todas as confissões religiosas cristãs e não cristãs, mesmo interpretando o tema de formas diferentes, concordam que haverá o juízo. Em Eclesiastes 3:17 menciona que tanto os justos como os injustos serão julgados: “Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.” Em Romanos 14:10 menciona esta mesma realidade: “Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.”

TERÇA-FEIRA (25 de novembro) PLANEJAR ANTECIPADAMENTE – Este é o texto de hoje: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos.” Tiago 4:13.

Tendo em vista que Deus deseja a salvação de todos, devemos planejar a nossa salvação. A maneira correta de viver é colocar Deus em primeiro lugar. O contexto do verso de hoje é que devemos depositar a nossa confiança em Deus. Quando confiamos à Deus as nossas preocupações e permitimos que Ele dirija a nossa vida, Ele torna-Se responsável por nós e garante a nossa felicidade. Veja estes textos: “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.” Salmo 37:5

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6:33.

Tiago está chamando a atenção dos crentes dos seus dias, e nossa atenção também, para a necessidade que temos de deixar Deus agir na nossa vida de forma plena. Deus pede que planejemos a nossa vida, de tal forma, que coloquemos as coisas eternas como prioridade em nossa vida. Veja este outro texto: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convêm ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?” II Pedro 3:10-12.

A lição de hoje traz o exemplo da parábola do rico insensato. Veja o texto: “E disse-lhe um da multidão: Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós? E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; e arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.” Lucas 12:13-21.

Alguns filhos de Deus estão mais preocupados com as coisas desta terra do que com as coisas eternas. Deus nos aconselha a pensarmos nas coisas que são de cima. Ver Col. 3:1-3. Deus nos adverte que a nossa verdadeira Pátria está nos céus e que a nossa cidade é a Nova Jerusalém. Ver Filp. 3:20 e Hebreus 11:16. Quando Jesus voltar, Ele levará para morar consigo apenas as pessoas que estiverem adaptadas para viver no Paraíso. Alguns excluem Deus dos seus projetos de vida e depois reclamam que a vida não vai bem. Tiago advertiu os crentes dos seus dias dizendo-lhes: “Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” Tiago 4:15.

O verdadeiro cristão coloca as suas prioridades no reino de Deus. Em Gálatas 1:10 diz: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.”. Os crentes dispersos da Diáspora viviam acomodados e já não queriam ajudar na igreja e não produziam obras dignas de cristãos, mas eram muito bons em juntar dinheiro para viverem bem. O que isso nos diz? Devemos, sim, procurar uma vida confortável, mas não podemos inverter as prioridades.

QUARTA-FEIRA (26 de de novembro) UMA NUVEM – Veja o texto principal para hoje: “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.” Tiago 4:14.

Na sequência da lição de ontem, Tiago chama a atenção dos crentes para a brevidade da vida. O ser humano nasceu com a centelha da imortalidade, mas, devido o pecado, nos tornamos mortais. Os filhos de Deus vão readquirir a imortalidade somente na volta de Jesus. E é natural que, quase nunca, ficamos pensando no dia do nosso funeral. Pensamos em trabalhar, construir, comprar casa, carro e roupas; viajar, recrear, conversar, praticar desportos, casar, ter filhos e netos, etc…. A lição de hoje traz-nos para a realidade de que um dia você vai morrer. A vida passa muito rapidamente. Eu já estou com 51 anos. Esses dias atrás eu era um menino, com 7 anos de idade que estudava o primeiro ano escolar lá na Escola Carolina Luppion, em Cambará- Paraná-Brasil. Nossa! Como o tempo passa!

Veja alguns textos apresentados por Salomão sobre a transitoriedade da vida: “Assim eu disse no meu coração: Como acontece ao tolo, assim me sucederá a mim; por que então busquei eu mais a sabedoria? Então disse no meu coração que também isto era vaidade. Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo, nos dias futuros, total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo! Por isso odiei esta vida, porque a obra que se faz debaixo do sol me era penosa; sim, tudo é vaidade e aflição de espírito. Também eu odiei todo o meu trabalho, que realizei debaixo do sol, visto que eu havia de deixá-lo ao homem que viesse depois de mim. E quem sabe se será sábio ou tolo? Todavia, se assenhoreará de todo o meu trabalho que realizei e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isto é vaidade.” Eclesiastes 2:15-19.

“Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade.” Eclesiastes 5:10

“Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos. Que também o homem não sabe o seu tempo; assim como os peixes que se pescam com a rede maligna, e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando cai de repente sobre eles.” Eclesiastes 9:11-12.

Todas as pessoas só têm uma certeza; que um dia vão morrer. Mas, os cristãos têm outra certeza; que podem morar com Jesus no Paraíso e eternamente. Não somos instruídos a considerar a nossa conversão algum dia, no futuro distante, mas a acreditar e aceitar hoje! Veja este texto: “Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração”. Hebreus 4:7. Nenhum de nós sabe quanto tempo nos resta nesta vida ou quais serão as circunstâncias de nossa morte. Talvez morreremos de forma súbita e inesperada que impedirá uma conversão no leito de morte. A única opção razoável é arrepender-se e crer em Jesus Cristo, hoje. Veja este texto: “Eu o ouvi no tempo favorável e o socorri no dia da salvação. Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação”. II Coríntios 6:2.

QUINTA-FEIRA (27 de novembro) SABER E FAZER O BEM – Este é o texto para hoje: “Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna. Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” Tiago 4:15-17

A mensagem de Tiago é mesmo muito atual, pois o texto de hoje está relacionado com o contexto dos cristãos dispersos pela Asia. Ver Tiago 1:1. Eram crentes que não tinham compromissos com a igreja de Deus. Como necessitaram emigrar, ao chegarem em terras distantes, alguns, não se comprometiam com causas justas, como ajudar o próximo em suas necessidades e nem nas ações da igreja. A Bíblia define pecado de duas formas: 1) Fazer o que é errado e 2) não fazer o que é certo. Deus chama-nos a atenção contra o pecado da omissão. Jesus disse: “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes”. Paulo escreveu: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado”. Tiago disse: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”. E agora? O que dizer de cristãos que podem trabalhar para Jesus e Sua igreja e recusam fazê-lo?

Até os grandes santos da Bíblia eram pecadores. Moisés, Sansão, Simão Pedro, Davi e tantos outros. Temos provas na Bíblia que eram grandes homens de Deus, mas mesmo assim a Bíblia não esconde os seus pecados. Se um crente disser que nunca peca, é porque não conhece a Bíblia ou não é um verdadeiro crente e não conhece a natureza humana. Não quero dizer, com isto, que um crente deve viver na prática de pecados. Ninguém esta incentivando a ninguém forçar um crente a fazer o que é errado e mal. Satanás tenta o crente e o induz. Há muitos que aceitam a tentação e caem em pecados por sua natureza carnal, que é fraca. Há outros que até tentam a tentação colocando-se no terreno do diabo. Mas, quando isto acontece é porque a pessoa escolheu pecar voluntariamente. A pessoa escolheu o pecado ao invés da justiça e da pureza de Cristo. Mas o pecado que Tiago está falando é o pecado da omissão.

Cuidado para você não se esconder atrás do seu cristianismo barato, como desculpa para não ajudar. O doutor da lei, hipocritamente, fingiu não saber quem era o seu próximo, ao que prontamente Jesus lhe propôs a parábola do Bom Samaritano. Ver em Lucas 10:25-37. Somos ensinados por Jesus, nesta parábola, a gastamos tempo e dinheiro para recuperarmos o nosso próximo, abatido muitas vezes pelas circunstâncias da vida que lhe não foram favoráveis, e mesmo a escravidão a que é submetido pelo diabo, levando ao estado de miséria e decadência tanto física como espiritual. Não podemos passar de lado, da vítima, como se isto não fosse nossa responsabilidade. Que surpresa desagradável, para o dono da estalagem que recebeu o ferido para dele cuidar. Entendendo que fosse um judeu, ficou surpreso ao ver um samaritano, socorrendo, possivelmente um também judeu machucado pelos salteadores de beira de estrada. Todos conhecemos a história do povo judeu e a aversão que tinham pelos samaritanos. O cristão não pode ter preconceitos e deve atender as pessoas, sem olhar para as suas diferenças! Deus condena o preconceito, mas deseja salvar o preconceituoso!

SEXTA-FEIRA (28 de novembro) LEITURA ADICIONAL – A lição desta semana trata de dois temas muito importantes; mostra que Deus é o Legislador e que só Ele pode aplicar a lei de forma correta e justa. Embora Deus disse, em Mateus 7:1, que não estamos autorizados a julgar pessoas, em outras parte Ele autoriza os consagrados e fiéis a fazerem julgamentos dos irmãos que erram. Veja este texto: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. João 7:24. Aqui nosso Senhor ordena que devemos “julgar segundo a reta justiça”, que é o julgamento baseado na Palavra de Deus. Se o julgamento é feito sobre qualquer outra base que não a Palavra de Deus, é uma violação a Mateus 7:1. O dicionário Webster diz que um juiz é “alguém que declara a lei”. O cristão fiel deve discernir julgar na base da inspirada lei de Deus, que é a Bíblia. Hoje o que se tem visto, em alguns lugares, é algumas pessoas acharem que estão acima das outras e desobedecem a “reta justiça” bíblica e desferem palavras ofensivas e críticas. Os cristãos, legitimamente autorizados para ajudar, são aqueles que aplicam as regras de amor descritas na Palavra de Deus.

A bíblia traz um exemplo interessante de um fornicário, descrito em I Coríntios 5:1-13. Paulo “julgou” o homem, embora ele estivesse ausente, e disse à igreja que eles “julgassem” aqueles que estavam dentro. A palavra grega para “julgar” é a mesma aqui, como em Mateus 7:1. Paulo não viola “Não julgueis, para que não sejais julgados”, ao julgar o homem, nem de instruir a igreja para julgar também. Toda esta decisão foi de acordo com a Palavra de Deus. Uma pessoa que é capaz de discernir entre o bem e o mal tem pelo menos uma das grandes marcas da maturidade espiritual. “Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”. Somente as pessoas espirituais têm condições de exercer o discernimento que é traduzido como julgamento. Aqueles que não estão dispostos ou são incapazes de discernir ou julgar entre o bem e o mal, estão desta forma revelando tanto sua desobediência ou sua imaturidade.

Veja este texto sobre Deus e Sua lei “Os dez preceitos proferidos por Cristo no monte Sinai foram a revelação do caráter de Deus, e deram a conhecer ao mundo que Ele exerce jurisdição sobre toda a herança humana. Essa lei dos 10 preceitos, do máximo amor, que se pode apresentar ao homem é a voz de Deus falando do céu às almas, em promessa. “ Fazei isto, e não ficareis sobre o domínio e controle de Satanás…O Senhor deu os Seus santos mandamentos para serem um muro de proteção para os Seus filhos.” Ellen White. Meditações de 1956, 53.

Edição feita sobre texto Publicado em:
http//:temasbbiblicos.blogspot por Luís Carlos Fonseca
Edição:
fabiodeps@gmail.com

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  • ” Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” Apocalipse 1:3

  • “Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom.” 1 Tessalonicenses 5:20-21.

  • "Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
    E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento;
    E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne."
    Judas 1:21-23

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