COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 5 do 4º trimestre de 2014 – O AMOR E A LEI – (25/10 a 1 de novembro)

Atualmente estamos querendo devolver a Deus muito pouco pelo que Ele nos dá.
Amar a Deus quer dizer dedicar seu ser completo à Sua vontade: as afeições, a vida, a força física e o intelecto. Este tipo de “amor” é o “cumprimento da lei” (Rm 13:10 ; v. CB vol. 5 pg.862), é o tipo de “amor” que uma pessoa permanece quando, pela graça de Cristo, decide “guardar” os “mandamentos” de Cristo (Jo 14:15; 15:9,10).
Conhecemos a letra do mandamento muito bem, mas temos dificuldades em aplicar o seu espírito à nossas vidas. O “próximo” para Jesus é simplesmente quem precisa de nossa ajuda. Ser bom “próximo” é a expressão prática do princípio do amor pelo semelhante, não é uma questão de proximidade, mas de vontade de carregar e aliviar o fardo do seu semelhante, tal é a natureza da verdadeira religião. Veja desde o antigo testamento: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus” (Miquéias 6:8).
É para nosso bem eterno ser, na prática, o verdadeiro bom “próximo” onde quer que haja oportunidade.
fabiodeps@gmail.com 
 

Vincent Van Gogh - O bom samaritano (1890)

VERSO ÁUREO: “O juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo”. Tiago 2:13

 INTRODUÇÃO (sábado 25 de outubro) – A parábola do bom samaritano encontra-se em Lucas 10:30-35. Segue um resumo da parábola: Essa parábola originou-se da pergunta de um intérprete da lei, um advogado e também religioso, que buscava testar Jesus: “Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?” Luc. 10:29. Buscando responder a essa pergunta, Jesus contou uma história: O cenário dessa parábola é o caminho entre Jerusalém e Jericó. Um homem, viajando por esse caminho, veio a ser interceptado por bandidos que, depois de o roubarem, ainda o deixaram gravemente ferido. Três personagens são inseridos por Jesus na história: Um sacerdote, um levita e um samaritano. O sacerdote e o levita eram religiosos. Esperava-se deles que fossem praticantes da palavra de Deus, pois a conheciam. Eles sabiam o que tinham de fazer. Já o samaritano era considerado pelos judeus uma pessoa de segunda qualidade, indigna, pois eram inimigos. O detalhe da história é que o sacerdote e o levita nem ligaram para o homem que havia acabado de ser assaltado e agredido, mas o samaritano fez de tudo para salvar esse homem.

Qual era a relação dos judeus para com a lei? Em Atos 22:3 encontramos esta declaração de Paulo, onde menciona que ele era um judeu e cumpridor da lei: “Então Paulo declarou: Sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade. Fui educado rigorosamente na Lei de nossos antepassados, aos pés de Gamaliel, sendo tão zeloso por Deus, assim como estais sendo vós neste dia”. Os judeus procuravam cumprir a lei de Cristo de forma exata. Eles eram cuidadosos até nos mínimos detalhes, como na questão dos dízimos. Mas eles descuidavam da abrangência da lei, que envolvia o cuidado para com as pessoas. Veja este texto: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.” Mateus 23:23. Nos dias de Cristo os judeus guardavam a lei apenas de forma automática. A filosofia deles era; se nos traz vantagens obedecemos a lei. Por isso Jesus os repreendeu em vários momentos. Deus necessita de filhos e filhas que guardem a lei dos mandamentos com olhos de amor, especialmente para com as pessoas menos favorecidas.

Quem Deus escolhe hoje para praticar a lei do amor? O maior sermão pregado em toda história não foi aquele de Martin Luter King, ou o do apóstolo Paulo, no areópago em Atenas, nem mesmo o de Charlles Spurgeon, em Londres, mas o Sermão da Montanha. Convém destacar algo que, às vezes, não é percebido, a frase: “Jesus vendo as multidões teve compaixão por elas..” Mais do que olhar, houve uma contemplação de Cristo para com o ser humano; seus sonhos, suas dificuldades, suas crises, suas depressões e seus abismos. Esta prévia empatia, o colocar-Se no lugar dos outros, foi a causa do sucesso deste inesquecível tratado sobre a vida humana e do amor prático que Jesus demonstrou em Seu ministério. Mas, e eu e você o que temos com isso? A questão é simples; se não ajudarmos o próximo, os samaritanos vão fazer, aliás já estão fazendo. E no dia do juízo como será?

 

DOMINGO (26 de outubro) O HOMEM COM ANEL DE OURO – A lição de hoje faz um contraste entre o homem abastado e o pobre; e a distinção de pessoas que, as vezes, se faz. Veja o texto principal: “Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje, e atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado, porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?” Tiago 2:1-4

Você tem a tendência de privilegiar uns e desprezar outros? Claro que sua resposta é não. Devemos cuidar muito com as convenções e favoritismos, pois Deus é muito claro a esse respeito. Veja outros textos dos evangelhos: “E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?” Marcos 2:16.

“Ai de vós, fariseus, que amais os primeiros assentos nas sinagogas, e as saudações nas praças.” Lucas 11:43

Nos tempos bíblicos a imagem pública e posição social da pessoa contava muito. Hoje também não é diferente. É certo que devemos dar uma atenção especial para algumas pessoas ilustres, mas nunca fazer qualquer discriminação por pessoas de posição humildes ou pobres. Muito felizes são os crentes e igrejas que consideram as pessoas todas iguais e não fazem distinção entre os mais ricos e os mais humildes.

 

SEGUNDA-FEIRA (27 de outubro) – LUTA DE CLASSES – A luta entre ricos e pobres não é de hoje. Os sindicatos estão cada vez mais preparados para defender os direitos dos trabalhadores. Geralmente os empregadores são os ricos e os empregados os pobres. Leia o texto sugerido para hoje: “Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? Mas vós desonrastes o pobre. Porventura não vos oprimem os ricos, e não vos arrastam aos tribunais?” Tiago 2:5-6.

Qual é a visão cristã da justiça social? A Bíblia ensina que Deus é um Deus de justiça. De fato, “Deus é… justo e reto”. Deuteronômio 32:4. Além disso, a Bíblia sustenta a noção de justiça social na qual a preocupação e os cuidados são mostrados em favor dos pobres e aflitos. Ver Deuteronômio 10:18, 24:17 e 27:19. A Bíblia, muitas vezes, se refere ao órfão, à viúva e ao estrangeiro, ou seja; pessoas que não eram capazes de cuidar de si mesmas ou não tinham um sistema de apoio, como merecendo a nossa especial atenção. A nação de Israel foi ordenada por Deus para cuidar dos menos afortunados da sociedade, e seu eventual fracasso de fazer isso foi em parte a razão para o seu julgamento e expulsão da terra.

Quando Jesus pregou o Sermão do Monte, Ele mencionou cuidar dos “pequeninos”. Mateus 25:40 e Tiago, em sua epístola, expõe a natureza da “verdadeira religião”. Tiago 1:27. Assim, se por “justiça social” queremos dizer que a sociedade tem a obrigação moral de cuidar dos menos afortunados, então isso é correto. Deus sabe que, devido o pecado sempre haverá viúvas, órfãos, peregrinos e pobres na sociedade, e Ele fez provisões no Antigo e Novo testamentos para cuidar deles. O modelo de tal comportamento é o próprio Jesus, o qual refletiu o senso de justiça de Deus ao levar a mensagem do evangelho até mesmo aos parias da sociedade. No entanto, a noção cristã de justiça social é diferente da noção contemporânea de justiça social. As exortações bíblicas para cuidar dos pobres são mais no âmbito individual do que das instituições e sociedade como um todo. Em outras palavras, cada cristão é encorajado a fazer o que puder para ajudar o menor destes. A base para tais mandamentos bíblicos encontra-se no segundo dos grandes mandamentos; amar ao próximo como a si mesmo. Ver Mateus 22:39. A noção de justiça social dos homens de hoje substitui o indivíduo pela instituição. Jesus ordena que cada cristão se torne responsável por cuidar dos menos favorecidos da sociedade e da igreja. A abordagem bíblica vê Cristo como Salvador e motivador do amor e cada cristão seguindo os Seus passos.

 

TERÇA-FEIRA (28 de outubro) AMAR O NOSSO PRÓXIMO – Que mensagens fundamentais nos são dadas nos seguintes textos? “Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redarguidos pela lei como transgressores.” Tiago 2:8-9.

“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.” Mateus 5:43-45.

Durante a guerra da Independência dos Estados Unidos, um homem chamado Wildman, de Efrata, estado da Pensilvânia, adquiriu má reputação por ter agredido verbalmente o pastor Peter Miller, da igreja de Dunker, na mesma cidade. Wildman alistou-se no exército e enquanto ainda estava prestando serviço, descobriu-se que ele era um espião. Foi julgado, condenado e sentenciado à forca. Miller ficou sabendo da sentença e seu coração foi tocado. Ele caminhou 95 quilômetros até Filadélfia para interceder em favor de Wildman. Quando apresentou sua súplica perante o general George Washington, este respondeu: – Lamento, mas não posso atender o pedido para poupar a vida de seu amigo.- Mas, senhor, ele não é meu amigo,  explicou Miller. – É meu pior inimigo. – Quer dizer que o senhor caminhou 95 quilômetros para suplicar pela vida de seu inimigo? Isso coloca a questão sob um ângulo totalmente diferente. Vou deferir o seu pedido. Washington assinou o documento de perdão e entregou-o a Miller, que caminhou mais 25 quilômetros até onde Wildman se encontrava, aguardando a execução. Quando Wildman viu que Miller se aproximava, comentou sarcasticamente com seus companheiros de sentença: – Lá vem chegando o velho Peter. Veio para assistir ao meu enforcamento. Nem bem Wildman havia acabado de dizer isso, quando Miller se enfiou pela multidão e entregou ao homem condenado o documento que o perdoava.

O que o perdão pode fazer? Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.  Luc. 23:34

Tiago chama a lei de Deus como “lei Real”. Isso mostra que a lei é do Rei dos reis. A lei de Deus foi ampliada e explicada, de forma pormenorizada, no Sermão do Monte que está em Mateus capítulos 5-7. O amor ao próximo envolve alguns princípios fundamentais. Veja alguns deles: a) Devemos cultivar amizades em que não exigimos nada em troca, pois o amor deve ser incondicional, o contrário disso não é amor verdadeiro. b) É preciso desenvolver um esforço consciente no sentido de nutrir um interesse autêntico pelos outros. A nossa tendência natural é nos concentrarmos em nós mesmos. É preciso, portanto, um esforço consciente para amar. c) Para amar é preciso saber ouvir. Você realmente ouve as pessoas, tentando compreender o que estão dizendo, ou apenas ouve para dar uma resposta, planejando o que dirá a seguir enquanto o outro fala? Aquele que ama ouve com compreensão e empatia, d) O amor compreende amar, quer você saiba ou não o que fazer. Amar o próximo envolve cumprir, de forma tangível, a promessa de Cristo: “De maneira alguma te deixarei nunca jamais te abandonarei.” Esteja sempre disponível. e)Tratar os outros sempre como a iguais é uma expressão de amor.  Só porque Deus nos coloca numa posição de liderança, isso não significa que Ele nos tenha feito “melhores” do que os outros. “…não pense de si mesmo, além do que convém”. Ver Rom. 12:3. f) O Amor revela-se com palavras de motivação e incentivo. Tais palavras edificam o amor-próprio dos outros. As críticas e o desencorajamento, entretanto, matam o entusiasmo e o amor. Enfatize os pontos fortes e as virtudes dos outros, e quando necessitar apontar suas fraquezas, façam com franqueza mas com mansidão.

 

QUARTA-FEIRA (29 de outubro) TODA A LEI – Este é o texto principal para o estudo de hoje: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.” Tiago 2:10-11

Os judeus geralmente dividem o Antigo Testamento em três seções diferentes: A Lei, os Profetas e os Escritos. A Lei ou Torá contém o fundo histórico da criação e da escolha de Deus a Abraão e a nação judaica como o Seu povo escolhido. A Torá contém também a lei dada à Israel no Monte Sinai. As Escrituras se referem a estes cinco livros por vários nomes. Josué 1:7 diz: “Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei, torá, que meu servo Moisés te ordenou” e também são chamados de “a lei de Moisés” em I Reis 2:3. Essencialmente Torá, em hebraico, significa ensinamento e se refere basicamente ao Pentateuco, ou seja, aos cinco primeiros livros da bíblia. O nome Torá deriva da palavra hebraica Yará, que quer dizer: ensinar, instruir, apontar para o alvo, estabelecer uma fundação. Na tradição judaica existem duas torá, a escrita e a oral. A autoria da torá é atribuída ao próprio Deus de Israel que foi revelada no monte Sinai à Moisés e transmitida ao povo Hebreu durante 40 anos de peregrinação pelo deserto.

Sabemos que Deus deixou várias leis para o Seu povo. Na Torá estavam incluías várias leis como as civis, de saúde, cerimoniais, religiosa e a dos 10 mandamentos, escrita pelo próprio Deus. Quanto Tiago fala “porque qualquer que guardar toda a lei…” refere-se, sem dúvidas, aos 10 mandamentos, pois ele cita alguns dos mandamentos. Veja o texto: “Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.”

Para um bom judeu não havia a possibilidade de deixar uma lei de fora, sem ser obedecida. Eles identificaram 613 leis diferentes; sendo, 248 positivas e 365 negativas. É claro que muitas leis para nós, hoje, já não tem sentido. Como leis civis que eram aplicadas para aquela cultura e leis sacrificiais de animais. Quando Jesus chegou e morreu na cruz, essas leis foram abolidas. Veja este texto: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Colossenses 2:14.

Mas os 10 mandamentos continuam em vigor e necessitam ser obedecidos pelos filhos legítimos de Deus. A lei de Deus é conhecida como lei do amor. Veja estes textos: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mateus 22:36-40.

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.” Romanos 13:8-10. Ver também Gálatas 3.10, 5:3 e 5.14.

 

QUINTA-FEIRA (30 de outubro) JULGADOS PELA LEI – Veja o texto para hoje: “Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade. Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.” Tiago 2:12-13.

Os tribunais humanos baseiam-se nas leis de suas constituições para realizarem os julgamentos. Com Deus não é diferente. No dia do juízo Deus vai ter como base a lei dos dez mandamentos, que é considerada com a lei da liberdade.  Quer queiramos ou não; quer aceitemos ou não, e quer estejamos preparados ou não, todos compareceremos diante do tribunal de Deus. Todas as confissões religiosas cristãs, e mesmo várias não cristãs, mesmo interpretando o tema de formas diferentes, concordam que haverá o juízo. Salomão menciona que tanto os justos como os injustos serão julgados: “Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.” Ecles. 3:17. Em Romanos 14:10 menciona esta mesma realidade:  “Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.” Lembramos, portanto, que os bons serão julgados em um momento e os maus em outro momento.

Quando serão julgados os justos? Serão julgados antes da volta de Jesus. Se fossem julgados depois, o sistema Divino seria falho. Para as pessoas que serão salvas o juízo já começou em 1844. A palavra menciona: “Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.” Apoc. 22:12. Para uma compreensão profética do juízo, exige uma análise global especialmente dos livros de Daniel, Hebreus e Apocalipse. Em Daniel 8:14 menciona: “E até 2300 tardes e manhãs, e o santuário será purificado.” Deve-se levar em conta o estudo do santuário terrestre, o que significava o dia da purificação(Yon Kipur) que era um dia de juízo,  e transportar para o santuário celestial, como descrito em Hebreus e Apocalipse. Ver Heb. 8:1 e 2 e Apoc. 11:19. Assim compreenderemos melhor o Juízo.

Quando serão julgados os perdidos? Serão julgados depois da volta de Jesus. Será durante os 1000 anos. Os salvos que estarão no céu durante esse período participarão do julgamento dos perdidos e dos demônios. Veja este texto esclarecedor: “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” I Cor. 6: 2,3. Portanto, a recompensa dos salvos será dada por ocasião da volta de Jesus, e a dos ímpios, ao terminar os 1000 anos, com o fogo exterminador. Ver Apoc 20:1-14.

Por que é importante guardar a lei da liberdade? No texto de hoje vemos duas palavras, que parecem estar em oposição: Lei e liberdade. Tiago nos diz que guardar a lei é ter liberdade. E é verdade. Em nossa sociedade, temos liberdade apenas quando fazemos as coisas dentro de uma ordem que foi pré-estabelecida através das leis. Veja os seguintes exemplos: Se você estacionar o carro em lugar proibido e prejudicar o trânsito, com certeza será multado. Se você roubar o seu vizinho, com certeza será preso. Se você matar uma outra pessoa, provavelmente passará os próximos 30 anos trancado em cadeias. Portanto, guardar a lei não prende e nem escraviza; pelo contrário, dá liberdade a você. É importante guardar toda a lei para não ser condenado no dia do juízo. Não esqueça de também guardar o dia de sábado, pois é o 4º mandamento da lei e continua em vigor.

 

SEXTA-FEIRA (31 de outubro) LEITURA COMPLEMENTAR DA LIÇÃO – A beleza da parábola do bom samaritano é indescritível. O sacerdote e o levita eram vistos como os “santos” da história. Mas eles estavam “muito ocupados” com coisas mais importantes, estavam certamente em uma viagem a serviço do templo. Estavam tão preocupados com sua pontualidade e com a preparação de seus rituais religiosos, que esqueceram que o coração da verdadeira religião é o cuidado e o socorro ao ser humano que necessita. Veja este texto: “Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes.” Mateus 12:7. Mais do que os rituais da lei, está o favor ao necessitado. Mais do que a religião, está o senso de humanidade e ajuda mútua entre os homens. Não adianta sacrificar, cultuar; mas, ignorar e fingir que não enxerga o próximo precisando de ajuda é pecado. Deus não recebe este tipo de adoração, Ele quer primeiro que exerçamos a misericórdia. Não podemos deixar de ver, e ignorar as dificuldades do nosso irmão. Precisamos ajudar e fazer o bem a todos. “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”. Tiago 4:17

Mas o amor não substitui a obediência à lei de Deus. Hoje é comum dizer: “Devemos amar a Deus e o próximo como a nós mesmos”. Sim, está muito bem, essas são palavras de Jesus. Mas devemos cuidar com dois pontos: primeiro; não apenas recitarmos esta declaração bíblica sem estender a mão ao necessitado, e termos o cuidado de praticar os 10 mandamentos. Os dez mandamentos foram distribuídos em duas tábuas. Os quatro primeiros, contidos na primeira tábua, dizem respeito às exigências relacionadas com Deus, e os outros seis, às exigências relacionadas com o homem.

Vejamos, brevemente, o conteúdo da primeira tábua. Quanto às exigências relacionadas com Deus, os três primeiros mandamentos mostram que Deus é único e não devemos adorar qualquer outro deus; não devemos fazer imagens e nem encurvarmos perante elas; não devemos tomar o nome do Senhor em vão, isto é não podemos viver em hipocrisia. E o quarto mandamento é para santificarmos o sábado, que diz respeito ao descanso de Deus após os seis primeiros dias da criação, o que significa que devemos descansar e adorar a Deus especialmente neste dia. Jesus resumiu esta tábua da lei nas seguintes palavras: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.” Mateus 22:36-38.

Na segunda tábua, estavam os últimos seis mandamentos, pertinentes ao amor ao próximo. Foi tendo em vista esta explicação que Jesus resumiu os dez mandamentos em dois quando disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mateus 22:37-40.

Pelo estudo que fizemos, os dez mandamentos não foram abolidos e jamais o serão, seremos julgados tendo como base a lei da liberdade e Jesus será o nosso Juíz que fará o julgamento tendo como base o amor e a misericórdia!

Publicado em:
http//:temasbbiblicos.blogspot por Luís Carlos Fonseca
Edição:
fabiodeps@gmail.com

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