COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 10: 0 DIA ESCATOLÓGICO DA EXPIAÇÃO (30/11 a 07/12/2013)

O Juízo, por algum motivo, é mal compreendido pela humanidade. Muitos confundem o juízo divino com os flagelos e catástrofes que acontecerão antes da volta de Cristo, e que também estão profetizados no Apocalipse. Só que aqueles flagelos são parte da sentença. Eles são resultado do juízo.
Juízo Final - Rogier Van der Weyden

VERSO ÁUREO: “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”. Dan 8:14.

INTRODUÇÃO: Durante esta semana estudaremos os capítulos 8 e 9 de Daniel. Estes capítulos devem ser estudados conjuntamente para a compreensão do dia da expiação escatológico que começou em 1844 d.C e vai até o fechamento da porta da graça.

O capítulo 9 de Daniel ajuda-nos a compreender as 70 semanas. O seu início é muito importante para a compreensão do início do dia escatológico da expiação. Os 2300 anos, partindo de 457 a.C vão até 1844 d.C, data do início do juízo pré-advento, tema que estudamos na semana passada.

Em Daniel 2, 7 e 8 encontramos a mesma profecia mas com símbolos diferentes Chamamos a isto de paralelismo profético. No capítulo 2 encontramos os reinos do mundo representados pela estátua que o rei Nabucododosor sonhou. Nos capítulos 7 e 8 encontramos as visões que o próprio Daniel teve, mas com animais, em lugar da estátua. Como o rei era pagão, Deus mostrou-lhe, em forma de estátua, era a maneira que ele podia entender; como Daniel era um judeu, Deus mostrou-lhe da forma que ele entendia, cada animal representava um reino.

A lição desta semana vai falar da tal ponta pequena que Daniel 7 e 8 relatam. De acordo com a profecia esta ponta pequena provocaria um grande estrago no ministério de Cristo. Os reinos de Babilônia, Média e Pérsia, Grécia já tinham passado e no contexto do quarto reino (Roma), a ponta pequena aparece. Em Daniel 7 a ponta pequena aparece no animal terrível e espantoso e no capítulo 8 a ponta pequena aparece no bode.

Quem representa a ponta pequena? Nos dois capítulos a ponta pequena representa Roma papal que introduziria falsas doutrinas para tirar a atenção dos filhos de Deus do verdadeiro ministério sacerdotal de Cristo. Portanto, esse chifre pequeno, em um primeiro momento representava o poderoso império Romano, e num segundo momento, representa Igreja Católica Apostólica Romana, como sucessora natural daquele império.

Quando a ponta pequena passou a exercer o poder contra Cristo? No início, foi quando a igreja Romana introduziu o domingo como dia de guarda no lugar do sábado e introduziu ídolos e imagens de pessoas dentro do Cristianismo. Isso foi logo no início, mas no decorrer dos séculos muitas outras heresias foram introduzidas. O maior golpe foi quando a igreja Romana introduziu a mediação de santos, o culto à Maria e o confissão ao padre Católico. Em termos escatológicos a igreja Romana passou a exercer o poder contra Cristo após o cumprimento da visão deDaniel 8:13 e 14: “Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” Daniel 8:13-14.

Hoje quantas pessoas sabem que Cristo está exercendo o ministério de intercessão no céu? Quantas pessoas buscam Cristo para o perdão dos pecados? Quantas pessoas acreditam em santos e buscam a sua mediação? Quantas pessoas confessam os pecados a padres e não a Cristo? Percebeu?

DOMINGO (1º de dezembro) O ATAQUE DO CHIFRE PEQUENO – Como já dissemos, o primeiro ataque contra a igreja de Cristo foi feito pelo poder Romano quando mudou a lei de Deus, e o segundo ataque foi feito pela igreja Romana quando introduziu homens e pessoas mortas(santos) para representarem Cristo. Veja o cumprimento deste texto profético: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.” Daniel 7:25.

No seguinte texto, e dentro do tema de hoje, encontramos este mesmo poder fazendo verdadeiros estragos na Palavra de Deus: “E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou.” Daniel 8:12

Proferir palavras contra o Altíssimo significa insultar a santa doutrina da salvação que só pode ser concedida por Cristo. E quanto a mudança da lei todos sabem que a igreja Romana tem um catecismo, a parte, e não segue a Lei de Deus conforme está na bíblia.

Com o imperador Constantino houve uma aliança entre o estado e a igreja, se bem que nem todos os membros da igreja Cristã aceitaram, e um remanescente permaneceu fiel às origens de Jesus. Mas com o tempo a apostasia tomou conta da igreja Cristã. Desde que o Império Romano deixou de ter poder, entrou a igreja Católica Romana para exercer poder político e religioso. Isso foi no ano 538 d.C quando o imperador Justiniano resolveu passar o poder político para a igreja Romana. Então caiu o Império Romano e a Igreja Católica, a esta altura, já com o poder papal bem estabelecido e fortalecido, passou a dominar sobre as multidões, no mesmo estilo do Império Romano. Foi aí que a caça aos santos de Deus resultou em muito sangue. Foi a época da inquisição que durou até 1798 quando o papa Pio VI foi aprisionado e morto na França. A profecia dos 1260 anos cumpriu-se então.

Quais foram os insultos que a igreja Romana colocou contra o ministério de Cristo? O “contínuo” (tamid) refere-se a mediação sacerdotal de Cristo. Então a adoração a imagens, adoração a Maria, intermediação de santos, confissão a padres, adoração ao papa e o sacrifício da missa tudo vem tirar o “tamid” de Cristo. Na teologia Católica todas as vezes que se faz uma missa, cada Católico, ao comer a hóstia, acredita que está comento o próprio corpo de Cristo. Eles acreditam na transubstanciação. Nós, os Adventistas, acreditamos que sejam apenas símbolos do corpo e do sangue de Jesus. Então em todas as missas, para o Católico, Jesus morre outra vez. Isso é uma grande heresia! Veja outros ataques da ponta pequena: Acréscimos à bíblia, mudança nos Dez Mandamentos, batismo de crianças, celibato, indulgências, inferno a arder eternamente, imortalidade da alma, purgatório e céu imediatamente após a morte. Nada disso está na bíblia. Tudo é invenção humana. Como podem muitas pessoas não obedecer a bíblia?

Os seguintes textos mostram-nos claramente que só Jesus pode mediar, interceder e receber adoração: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” I Timóteo 2:5

“E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.” Apocalipse 19:10

“E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.” Atos 10:25-26

SEGUNDA-FEIRA (2 de dezembro)  “ATÉ QUANDO?”-  O que, até quando? A pergunta tem a ver com a visão que Daniel tinha tido e não tinha entendido bem sobre o costumado sacrifício; a transgressão assoladora e a entrega do santuário e do exército de Deus para a ponta pequena para serem pisados. Veja o texto: “Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” Daniel 8:13.

Até quando sugere que a profecia teria um cumprimento que é dito no verso 14: “E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” Daniel 8:14. É curioso que, ainda na visão, o anjo disse para Daniel que essa visão seria para o tempo do fim. Veja os textos:“E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, me amedrontei, e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim do tempo.” Daniel 8:17

“E disse: Eis que te farei saber o que há-de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao tempo determinado do fim.” Daniel 8:19

Se a visão era para o tempo do fim; então, até quando? A visão duraria 2.300 anos, um longo período de tempo que se estenderia desde 457 a.C até 1844 d.C, quase no final da história. Para melhor compreendermos o início desta profecia é importante ler Daniel 9:24-27 e Esdras 7:1-10 e comparar com a história. Em Daniel vemos a referência da ordem para restaurar Jerusalém. Em Esdras vemos o ordem expedida pelo rei Artaxerxes para Neemias ir à Jerusalém e a história confirma que o edito de Artaxerxes aconteceu no ano 457 a.C

Dentro desse tempo haveria 490 anos, conforme Daniel 9, de oportunidades para os judeus e mais outros 1810 anos de pregação para os gentios. Foi durante esses 1810 anos que Satanás exaltou-se tentando impedir que a mensagem chegasse aos gentios e desferiu uma severa perseguição durante 1260 anos, como já mencionamos. E hoje, desde 1844 para cá o inimigo faz a mesma coisa e com mais força ainda tentando impedir das pessoas irem diretamente à Cristo. Muitas buscam santos mediadores. É disso que a visão estava falando: a tentativa do Diabo, por meio de enganos, impedir que a mensagem da salvação chegasse ao restante do mundo.

Resta-nos perguntar: Até quando as pessoas permanecerão no erro sem serem advertidas? Até quando os cristãos sinceros deixarão de usufruir do recurso da salvação que Jesus oferece? Até quando Jesus vai demorar e permitir que mais pessoas pereçam? Até quando a humanidade continuará a sofrer?Veja estes versos: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” II Pedro 3:9

“Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” II Pedro 3:13

TERÇA-FEIRA (3 de dezembro) A RESTAURAÇÃO DO SANTUÁRIO – Sabemos perfeitamente que a restauração do santuário é uma referência ao santuário celestial, pois o terrestre deixou de existir desde a morte de Cristo e com a destruição definitiva do templo em o ano 70 d.C.

A palavra santo, que em algumas traduções aparecem, está mais de acordo com o original hebraico. Outras traduções trazem santuário como vemos na seguinte tradução: “E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” Daniel 8:14. A palavra santo é também usada na relação de Deus com o Seu povo. Ver Daniel 12:7. Em Daniel 8:24 mostra claramente que a tal ponta pequena atacaria o povo santo de Deus. A palavra santo também associa explicitamente Daniel 8:14 com Levítico 16:2,3, 16,17;20;23;27 e 33 para referir-se ao lugar santíssimo do santuário terrestre.

Embora o santuário esteja no céu, os pecadores vivem aqui na terra. Então o ataque da ponta pequena ocorre aqui na terra. Uma vez que a ponta pequena, que é a igreja Católica Romana, atrapalha as pessoas que vivem na terra, de irem ter com Jesus diretamente, precisamos fazer algumas coisas; que é pregar o evangelho de Jesus de forma destemida, mas sem ofender as pessoas e sermos beneficiados com a intercessão de Cristo no céu.

O que significa a restauração do santuário? Significa nós estarmos envolvidos com a pregação do evangelho puro de Jesus. Vejamos: A Sua salvação na cruz para salvar a humanidade. O seu sangue capaz para perdoar os pecados do mundo inteiro. A sua graça salvadora disponível à todos, a necessidade de guardarmos os Dez Mandamentos da lei de Deus como prova de que fomos salvos. A necessidade de mostrarmos o sábado como um dia para ser santificado; pois ele continua em vigor, o dever de mostrarmos o real estado do homem depois da morte e a existência do santuário do céu, onde Jesus está disponível para salvar-nos, eis os temas que devem envolver a nossa pregação! Assim estaremos colaborando para que Deus restaure o santuário.

Depois que Jesus entrou no lugar santíssimo do santuário em 1844, Ele tem realizado o juízo pré-advento, conforme vimos na semana passada. Deus tem feito a restauração da verdade aqui na terra, através da igreja Adventista do 7º Dia que procura pregar a Bíblia, sem deturpações. Desde o céu, Jesus hoje tem levado todas as pessoas sinceras ao verdadeiro arrependimento, conduzindo-as à toda a verdade.

Como o seguinte texto está relacionado com o julgamento de Daniel 7 e a purificação do santuário de Daniel 8? “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apocalipse 14:6-7

QUARTA-FEIRA (4 de dezembro) DIA DA EXPIAÇÃO EM DANIEL 8 – Tendo em vista que o alvo do ataque representado pela ponta pequena é o santuário celestial e os filhos de Deus, o que nos reserva o futuro?

O tal chifre pequeno desafia a Deus, o Seu santuário e o Seu povo, perseguindo e introduzindo falsos ensinos para enganar, se possível a todos. Diante deste ataque Deus não pode deixar por menos. O acerto de contas é claro e direto. Deus e o Seu carácter estão sendo colocados em xeque, e Ele necessita mostrar o Seu poder. Por isso Ele designou um dia que o juízo devia começar. E começou em 1844, como acreditamos, de acordo com os cálculos da profecia em estudo.

É curioso que Deus usou o povo Millerita para introduzir a Sua igreja, para o fim dos tempos, que estaria disposta a ser usada por Deus para restaurar as verdades que se tinham perdido durante séculos e milênios! Deus utiliza-Se da igreja Adventista do 7º Dia que nasceu deste movimento profético para pregar a verdade bíblica completa. Do movimento Millerita que envolveu várias religiões cristãs desde, aproximadamente, 1830 até 22 de outubro de 1844, Deus utilizou-Se de uma compreensão equivocada do evento para conduzir à compreensão completa da profecia. Pois os Milleritas acreditavam que o santuário era a terra e esperou a volta de Jesus em 1844 para a sua purificar com o fogo. E como Jesus não veio, houve uma decepção muito grande. Depois da decepção um pequeno grupo dos Milleritas continuou a estudar as profecias e chegou a boa conclusão de que o santuário não era a terra e sim o santuário do céu. Há muitas referências da existência do santuário no céu como vemos nos comentários de sexta-feira.

Também é curioso que Deus faz as coisas sempre certas. Ele já tinha prevenido João sobre o episódio da decepção. Primeiro Ele disse para Daniel que aquela visão seria para o tempo do fim. Depois disse para o profeta selar o livro. Veja este texto: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará”. De fato, no tempo do fim o conhecimento da bíblia aumentou e o livro de Daniel começou a ter a sua compreensão e cumprimento.

Depois em Apocalipse 10 Deus mostra o resultado daquela decepção, e o livro de Daniel aparece na mão do anjo explicando o resultado da visão do profeta Daniel. Veja o texto: “Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos. E a voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livrinho aberto da mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra. E fui ao anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livrinho. E ele disse-me: Toma-o, e come-o, e ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel. E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo.” Apocalipse 10:7-10

Aí está a explicação da decepção que o povo Millerita teve. E no verso 11 mostra Deus utilizando-Se do dom profético, em Sua igreja nestes últimos dias, através de Ellen White. Ai está o texto: “E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis.” Apocalipse 10:11. Embora os Milleritas não fossem Adventistas do Sétimo Dia; a igreja de Deus, para estes últimos dias, nasceu como resultado deste movimento profético e traz consigo o dom de profecia através de Ellen White. Comparar Apoc. 14:12 e 17:12 com 19:10.

O fato é que desde 1844 Jesus iniciou o juízo no céu e continua a interceder por todos. Quando vamos diretamente a Cristo, sem a necessidade de intermediários, estamos obedecendo a Palavra de Deus e usufruindo de um direito adquirido com a morte de Jesus. Veja estes textos: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12

“E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.” Apocalipse 1:5-6.

Estamos deixando ser usados por Deus para o perdão dos nossos pecados e para levar a salvação aos outros?

QUINTA-FEIRA (5 de dezembro) DANIEL 8 E 9 – Enquanto que Daniel 8 aponta para o ano de 1844, Daniel 9 aponta para a chegado do Messias. Mas os dois capítulos e as suas respectivas profecias estão interligados. A mais longa profecia da Bíblia tem um ponto de partida na terra e um ponto de chegada no céu. Daniel 9:24-27 trata da base para a profecia do 2300 anos. Ela é a referência e a confirmação das demais datas.

Veja o texto: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há-de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” Daniel 9:24-27

Sem querer complicar, apanhando os 490 anos da profecia para trás, encontraremos o ano de 457 a.C. Houve 3 ordens para reconstruir Jerusalém, mas a que valeu mesmo foi a 3ª ordem e foi a que resultou e que foi cumprida. No gráfico podemos ver a referência das datas e eventos das 70 semanas ou 490 anos:

Até o ano 34 d.C foi o tempo dado aos judeus para ver se eram dignos de continuar como representantes oficiais de Deus. Como falharam, os oráculos da recepção e transmissão da salvação passou para todos os crentes. De lá para cá todos podem receber e proclamar a salvação. Veja este texto: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” I Pedro 2:9.

SEXTA-FEIRA (6 de dezembro) LEITURA ADICIONAL –
2300
O Novo Testamento revela que o novo concerto também possui seu templo, e este se encontra no Céu. Nele, Cristo trabalha como Sumo-Sacerdote “à direita do trono da Majestade”. Esse santuário é o “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem”. Hebreus 8:1 e 2.1. No monte Sinai, foi mostrado a Moisés um “modelo”, cópia ou miniatura do santuário celestial. Ver Êxodo 25:9 e 40:2. As Escrituras identificam o santuário mosaico como “figura das coisas que se acham nos céus” e “figura do verdadeiro” santuário. Ver Hebreus 9:23 e 24. O santuário terrestre e seus serviços nos provêem, portanto, vislumbres especiais em relação ao papel do santuário celestial.

Veja estes comentários de Ellen White: “No cerimonial típico, somente os que tinham vindo perante Deus com confissão e arrependimento, e cujos pecados, por meio do sangue da oferta para o pecado, eram transferidos para o santuário, é que tinham parte na cerimônia do dia da expiação. Assim, no grande dia da expiação final e do juízo investigativo, os únicos casos a serem considerados são os do povo professo de Deus. O julgamento dos ímpios constitui obra distinta e separada, e ocorre em ocasião posterior. “É tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho?” I Ped. 4:17”. Cristo em Seu Santuário, 110.

“Enquanto o juízo investigativo prosseguir no Céu, enquanto os pecados dos crentes arrependidos estão sendo removidos do santuário, deve haver uma obra especial de purificação, ou de afastamento de pecado, entre o povo de Deus na Terra. Esta obra é mais claramente apresentada nas mensagens do capítulo 14 de Apocalipse”. Cristo em Seu Santuário, 99.

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  • ” Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” Apocalipse 1:3

  • “Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom.” 1 Tessalonicenses 5:20-21.

  • "Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
    E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento;
    E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne."
    Judas 1:21-23

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