SACRIFÍCIO – Comentário à Lição 3 (12 a 19/10/2013)

“Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;
Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio;
De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,
Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” (Hebreus 9:24-28)

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VERSO ÁUREO: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Rom. 12:1

INTRODUÇÃO – Por que Deus exigia sacrifícios de animais no Velho Testamento? Deus exigia sacrifícios de animais e sangue para que a humanidade pudesse receber perdão dos seus pecados e reaproximar-se de Deus. Ver Levítico 4:35; 5:10.  Quando Adão e Eva pecaram, animais foram mortos por Deus para providenciar vestimenta para eles. Ver Gênesis 3:21. Caim e Abel trouxeram ofertas ao Senhor. A de Caim foi inaceitável porque ele trouxe frutas, enquanto que a de Abel foi aceitável porque ele trouxe “das primícias do seu rebanho e da gordura deste”. Gênesis 4:4-5. Depois que o dilúvio recuou, Noé sacrificou animais a Deus. Esse sacrifício de Noé foi de aroma agradável ao Senhor. Ver Gênesis 8:20-21. Deus ordenou que Abraão sacrificasse seu filho Isaque. Abraão obedeceu a Deus, mas quando Abraão estava prestes a sacrificar a Isaque, Deus interveio e providenciou um carneiro para morrer no lugar de Isaque. Ver Gênesis 22:10-13.

O sistema de sacrifícios atingiu seu ponto máximo com o povo de Israel. Deus ordenou que essa nação executasse inúmeros sacrifícios diferentes. De acordo com Levítico 1:1-4, um certo procedimento era para ser seguido. Primeiro, o animal tinha que ser perfeito. Segundo, a pessoa que estava oferecendo o animal tinha que identificar-se com ele. Então, a pessoa oferecendo o animal tinha que matar o animal. Quando feito com fé, esse sacrifício providenciava perdão dos pecados. Um outro sacrifício, chamado de dia da expiação e descrito em Levítico 16, demonstra perdão e a retirada do pecado. O grande sacerdote tinha que levar dois bodes como oferta pelo pecado. Um dos bodes era sacrificado como uma oferta pelo pecado do povo de Israel. Ver Levítico 16:15, enquanto que o outro bode era para ser solto no deserto. Ver Levítico 16:20-22. A oferta pelo pecado providenciava perdão, enquanto que o outro bode providenciava a retirada do pecado.

Por que, então, não oferecemos mais sacrifícios de animais nos dias de hoje? O sacrifício de animais terminou porque Jesus Cristo foi o sacrifício supremo. João Batista confirmou isso quando O viu pela primeira vez: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” João 1:29

DOMINGO (13 de outubro) O PRIMEIRO SACRIFÍCIO – Qual foi o primeiro sacrifício relatado na Bíblia? O texto para hoje encontra-se em Gênesis 3:9-21. Imediatamente após o pecado, Adão e Eva deram-se conta que sentiam vergonha de sua nudez. É que perderam a veste natural que ganharam com a criação, e da qual nem se davam conta. Primeiramente Adão e Eva providenciaram folhas de figueira. Ver Gn. 3:7. Mas Deus providenciou algo muito melhor: vestimenta de pele de animais; e Adão teve que fazer o sacrifício. Ele matou um ou mais cordeiros, para ele e para Eva. Esse foi o primeiro sacrifício. Imagine a tristeza e espanto do casal!

O que significava aquele primeiro sacrifício? Para que fosse feita vestimenta de peles, algum animal teria que morrer a fim de que sua pele fosse retirada. Aqui já temos a primeira tipologia do sacrifício de Cristo: a morte vicária, ou substitutiva. Aquele animal do qual foi retirada a pele morreu em lugar de Adão e Eva. Ele já era sombra do Cordeiro de Deus, que morreria futuramente em lugar de pecadores. Com aquela morte, Deus pretendia que Adão, ao observar o sangue derramado daquele animal sem culpa, se arrependesse e percebesse quem de fato deveria estar ali! Com a cruz, Deus quer que nós percebamos, ao olharmos para ela, quem de fato deveria ser crucificado, quem deveria realmente sofrer as consequências do pecado!

Em segundo lugar, assim como Deus vestiu Adão e Eva com as peles de um animal que morreu em seu lugar, Deus também vestiu-nos com as vestes de justiça de Seu Filho, que morreu em nosso lugar. Era isso que as peles representavam, a justiça de “outro” aplicada ao pecador. O animal não merecia morrer e Adão não merecia ser coberto, ou expiado. Expiação tem esse significado “cobrir”. Assim também Cristo, não merecia morrer e nem nós merecíamos ser cobertos, termos nossos pecados expiados por Ele. Mas foi exatamente o que aconteceu. Somos objetos da graça de Deus. O que aconteceu no jardim do Éden, também aconteceu no Gólgota !
O animal carregou a culpa de Adão sendo morto e Cristo carregou a nossa culpa sendo morto na cruz! Adão recebeu as peles daquele animal para cobrir sua culpa diante de Deus, para que Deus não mais o visse nu e nós também recebemos as vestes de Cristo para cobrir nossa culpa diante de Deus, para que Deus não nos veja mais pecadores.

Foi grande a graça ali demonstrada. Ela veio de Deus – “isto não vem de vós é dom de Deus”. Efésios 2:8

SEGUNDA-FEIRA (14 de outubro) TIPOS DE OFERTAS – O povo de Deus, no passado, oferecia 5 tipos de ofertas à Deus:

1) HOLOCAUSTO – Um bezerro, carneiro ou ave sem defeito eram oferecidos pelo pecador na presença do sacerdote. O animal era escolhido de acordo com a situação econômica do ofertante. Ver Lev 1; 6:8-13; 8:18-21; 16:24. Tudo era queimado. Os holocaustos deveriam ser oferecidos a cada manhã e também ao cair da tarde. O ofertante colocava as mãos sobre o animal destinado ao sacrifício, reconhecendo nele o seu substituto. Um detalhe importante é que o próprio ofertante abatia o animal na presença do sacerdote que aspergia o seu sangue sobre o altar, no lugar santo do santuário. Na Páscoa também era oferecido este tipo de sacrifício. APLICAÇÃO: Da mesma maneira, Cristo entregou-Se por nós em sacrifício à Deus, conforme Efésio 5.2: “… e andai em amor, como Cristo também vos amou, e Se entregou a Si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em “cheiro suave”. A expressão cheiro suave, vem dos termos gregos: “osmh” cheiro, aroma e “euwdia” , “fragância”. O sacrifício de Cristo por nossos pecados subiu a Deus como uma fragrância agradável.

2) MANJARES – Aqui entra os produtos da terra, como grãos, flor de farinha, incenso, pão cozido e sem fermento. Estavam relacionados com a comunhão e ações de graça. Ver Lev. 2; 6:14-23. Era o único sacrifício em que as carnes não estavam envolvidas. Era oferecido apenas farinha de trigo crua, grãos de cereais assados e bolos sem fermento. Esta oferta era um tipo de oferta de gratidão, uma vez que lembrava aos israelitas sua passagem pelo deserto relacionada com as bênçãos e protecção de Deus. APLICAÇÃO: A oferta de manjares, simboliza a nossa gratidão pelo nosso sustento e provisão diária. Dependemos de Deus para ganhar o nosso pão-de-cada-dia. Foi por esta razão que Jesus, na oração do Pai-Nosso, orientou–nos a orar pelo pão: “… o pão nosso de cada dia nos dá hoje.” Mat 6:11. Devemos ser gratos a Deus por sua provisão e cuidados.

3) PACÍFICA – Esta oferta pacífica também estava relacionada com a gratidão. Esta oferta era feita quando, de forma voluntária o ofertante fosse movido pelo desejo de agradecer a Deus por algum motivo especial. Um animal, macho ou fêmea, deveria ser oferecido, mas sem qualquer mancha. Esta oferta era também chamada de oferta da comunhão, já que inspirava, por parte do ofertante, um relacionamento de comunhão com o Senhor. APLICAÇÃO: Como o próprio nome diz-nos, a oferta pacífica, tem a ver com comunhão e paz, que somente pode vir através de um íntimo relacionamento entre Deus e o ofertante. Jesus mesmo disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14:27

4) PELO PECADO – Para este oferta podia ser um novilho, bode, cabra, ovelha, duas rolas ou 2 pombos; dependia da situação econômica do ofertante. Tinha o objetivo de restabelecer a comunhão do ofertante com Deus. Ver Lev. 4:1-5:13; 6:24-30; 8:14-17; 16:3-22. Era um tipo de sacrifício envolvendo certos pecados, onde ficava patente que o dano causado carecia de uma retribuição. APLICAÇÃO: Enquanto que o sacerdote oferecia a Deus um sacrifício insatisfatório e insuficiente, uma vez que o sangue de animais não podia remover definitivamente o pecado “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” Heb. 10:4; o sacrifício de Cristo foi completo e suficiente, tratando definitivamente com o pecado do homem em sua profundidade. Ver Heb 9:11-12.

5) PELA CULPA – Neste caso a oferta era pelo pecado da culpa sem intenção, ou por ignorância. Um carneiro sem defeito era oferecido. Ver Lev. 5:14-6:7; 7:1-6; 14:12, 21. APLICAÇÃO: Aqui entram aqueles pecados comuns da vida do cristão, mas que requer o reconhecimento do seu erro e o consequente pedido de perdão ao próximo e a Deus. A mentira, a maledicência, a não devolução dos dízimos e ofertas, os sentimentos de ódio e as más intenções são alguns destes pecados. Neste caso Jesus perdoa e sara os pecados da culpa.

Uma curiosidade era que as três primeiras ofertas eram voluntárias; as outras duas, obrigatórias às famílias e depois, para a congregação.

TERÇA-FEIRA (15 de outubro) O SACRIFÍCIO NO MONTE MORIÁ – A lição de hoje fala da intenção do sacrifício de Isaque, por parte de Abraão, e o texto base está em Gênesis 22:1-19.

O que Deus pretendia ensinar à Abraão neste incrível desafio? A vida de Abraão foi de constante demonstração de fé e confiança em Deus. Depois de Deus haver dado o filho da promessa à Abraão, Ele solicitou a vida de Isaque em sacrifício. Que prova! Deus, com o Seu pedido descabido, tinha um duplo objetivo: provar a fé de Abraão e impressionar Abraão com a realidade do evangelho. Até certo ponto Isaque foi um símbolo de Jesus. Com isso tudo Abraão aprendeu que somente o sacrifício de Cristo era suficiente para salvar a humanidade dos seus pecados.

Abraão tinha obedecido Deus muitas vezes em sua caminhada com Ele, mas nenhum teste poderia ter sido mais severo do que o de Gênesis 22. Deus ordenou: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” Gênesis 22:2. Esse foi um pedido impressionante porque Isaque era o seu filho da promessa. Como Abraão respondeu? Com obediência imediata; na manhã seguinte, Abraão começou a sua jornada com dois servos, um jumento, seu amado filho Isaque e com a lenha para o holocausto. Sua obediência inquestionável ao comando, aparentemente confuso, de Deus deu à Deus a glória que Ele merece e deixou-nos um exemplo de como devemos O glorificar. Quando obedecemos da mesma forma que Abraão, confiando que o plano de Deus é o melhor possível para nós, elevamos Seus atributos e O louvamos por eles. A obediência de Abraão em face de um comando tão difícil exaltou o amor soberano de Deus, Sua bondade, o fato de que Ele é digno de confiança, e nos deixou um exemplo a seguir. Sua fé, no Deus que ele passou a conhecer e amar, colocou Abraão na lista de heróis da fé em Hebreus 11.

A história do Velho Testamento sobre Abraão é a base do ensino do Novo Testamento sobre a Expiação, a oferta do sacrifício do Senhor Jesus na cruz pelo pecado da humanidade. Jesus disse, muitos séculos depois: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se.” João 8:56. Esse é caminho a seguir, se desejarmos ser salvos. Cada dia devemos confiar em Deus. Não há a necessidade de temermos as circunstâncias, pois se víssemos o futuro como Deus vê, tomaríamos as mesmas decisões que Ele toma. Mas como Abraão, devemos confiar, mesmo não conhecendo muito bem o futuro, que está nas mãos de Deus.

QUARTA-FEIRA (16 de outubro) VIDA POR VIDA – Há na expiação de Cristo um mistério essencial: os seres humanos não podem compreender totalmente a profundidade de sua lógica; as escrituras, porém, esclarecem os pontos que nos dão o entendimento possível para nossas mentes limitadas.
Por que Jesus teve que derramar o Seu sangue? O apóstolo Paulo conclui: “sem derramamento de sangue não há remissão de pecado.” Hebreus 9:22
Muitos críticos rejeitam a “teologia sangrenta” da Bíblia porque a vêem como um resquício de um tipo muito primitivo de religião conhecido como “religião de matadouro”. Alguns abandonam o Cristianismo porque se consideram refinados demais para incluir pensamentos de um sacrifício em sua adoração. A Bíblia declara claramente “A alma que pecar, essa morrerá”, e “o salário do pecado é a morte. Ver Ezequiel 18:20 e Romanos 6:23. No governo moral de Deus, Ele determinou que a penalidade para o pecado seja a morte, física e eterna. Mas Ele promete a vida abundante aqui e eterna para quem O aceita, pois nenhum sacrifício humano seria capaz de resolver o problema do pecado.

Mesmo que o homem quisesse, ele não poderia oferecer a si próprio como pagamento por seus pecados, pois esse mesmo pecado o desqualifica como um sacrifício aceitável. Consequentemente, o Velho Testamento providenciou o oferecimento de certos animais selecionados, cujo sangue era derramado vicariamente pelos pecados dos que se arrependiam e acreditavam na revelação de Deus. O Deus Filho, revestido de forma humana, derramou o Seu sangue pelo pecado do homem, satisfazendo assim a justiça santa de Deus. E, através de Seu sangue precioso, Deus mostrou-Se, ao mesmo tempo, “o justo e justificador de todos aqueles que crêem em Jesus.” Romanos 3:26. Maravilhoso não é?

Separados de Jesus Cristo, todas as pessoas estão alienadas de Deus. A rebelião causada pelo pecado abriu um abismo entre Deus e o homem, impossível de ser transposto humanamente. O sangue de Cristo construiu a ponte entre Deus e o homem.

Veja estes textos: “Em Cristo Jesus vocês, que antigamente estavam longe, foram trazidos para perto através do sangue de Cristo.” Efésios 2:13

“Mas Deus mostra o seu amor para conosco quando, ainda pecadores, Jesus Cristo morreu por nós. E muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, somos salvos da ira de Deus através de Jesus Cristo.” Romanos 5:8-9

O pecado humano polui o coração, de uma maneira tal, que somente pode ser purificado pela graça de Deus. E a graça de Deus manifesta-se na eficácia do sacrifício de Jesus Cristo como declara o apóstolo João: “o sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, nos purifica de todo o pecado.” I João 1:7. Ainda que Deus deteste o pecado, nós ainda podemos gozar de Sua amorosa graça por causa do sangue de Jesus Cristo. O livro de Apocalipse nos dá uma mostra da glória futura: “Estes são os que vieram da grande tribulação, que lavaram as suas vestes e as tornaram brancas através do sangue do Cordeiro. Portanto, eles estão diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu templo.” Apocalipse 7:14-15

Quais eram alguns dos perigos do sistema ritual de sacrifícios, conforme os versos para hoje? Ver I Samuel 15:22 e Miqueias 6:6-8. O maior perigo de todos era o de cair no mecanismo automático e não perceber o valor do sacrifício que apontava para Jesus. Hoje pode ser igual para os cristãos descuidados!

QUINTA-FEIRA (17 de outubro) SACRIFÍCIOS HOJE / SACRIFÍCIO VIVO – O que os seguintes versos mostram-nos sobre a necessidade de, hoje, apresentarmos sacrifícios ao Senhor?

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:1-2

“Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.” Filipenses 4:18

“Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.” Hebreus 13:15-16

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” I Pedro 2:5.

O que é um sacrifício vivo a Deus e como podemos oferece-lo à Deus? Um sacrifício vivo significa que a pessoa toda entregou-se a Deus. Significa a dedicação do corpo e do coração inteiramente à Deus.

Como um sacrifício vivo pode ser percebido, no sentido prático? O texto de Romanos 12:2 menciona que somos um sacrifício a Deus quando não nos conformarmos com este mundo. O mundo é definido para nós em I João 2:15-16 como “a concupiscência da carne, a concupiscência da dos olhos, e a soberba da vida.” Tudo o que o mundo tem a oferecer pode ser reduzido a essas três coisas:

a) A concupiscência da carne envolve tudo que apela aos nossos apetites físicos e inclui o excessivo desejo por alimentos, por bebidas alcoólicas, por sexo , ou por qualquer outra coisa que satisfaça necessidades físicas de forma carnal e mundana.
b) A concupiscência dos olhos inclui principalmente a cobiça do materialismo, cobiçando uma ou muitas coisas que vemos e que não temos, invejando aquelas pessoas que têm o que tanto desejamos, mas que não temos nada ou não temos tanto quanto queremos.
c) A soberba da vida é definida por qualquer ambição pelo que faz inchar o nosso ego ou coloca-nos como superiores a algumas pessoas, nas nossas próprias vidas.

Como podem os crentes não se conformarem com o mundo? Para serem “transformados pela renovação do vosso entendimento..” Rom. 12:2, o crente necessita: 1) Ouvir a Palavra. Ler Romanos 10:17; 2) Ler a palavra de Deus. Ver Apocalipse 1:3; 3) Estudar a Palavra. Ver Atos 17:11; 4) Memorizar a Palavra. Ver Salmo 119:9-11) e 5) Meditar na Palavra. Ver Salmo 1:2-3. A Palavra de Deus, ministrada aos nossos corações, pelo Espírito Santo, é o único poder na terra que pode transformar-nos das coisas do mundo para a verdadeira espiritualidade.

SEXTA-FEIRA (18 de outubro) LEITURA ADICIONAL – Os sacrifícios de animais foram ordenados por Deus para que o pecador pudesse experimentar do perdão dos pecados. O animal servia como um substituto, quer dizer, os animais morriam no lugar do pecador. Sacrifício de animais teve o seu fim com a morte Jesus Cristo. Jesus foi o substituto sacrificial supremo, e é agora o mediador entre Deus e os homens. Ver Timóteo 2:5. Os sacrifícios de animais serviam como um sinal do que estava para vir, o sacrifício de Cristo em nosso favor. A única base sobre a qual o sacrifício de um animal providenciaria perdão dos pecados é o fato de que Cristo iria sacrificar-Se pelos nossos pecados, providenciando o perdão que aqueles animais podiam apenas ilustrar e prenunciar.

Para haver redenção devia haver sacrifício. Todos os demais sacrifícios não seriam nada se não fosse a morte de Jesus na cruz. Esse foi o sacrifício que pagou o preço que custou o pecado, para nos levar de volta à vida eterna. Todos os que desejam salvar-se, devem oferecer algo como sacrifício. Nós hoje, devemos oferecer o nosso corpo vivo à Deus, para que Ele faça de nós a morada do Espírito Santo e o que melhor Lhe aprouver, segundo a Sua boa vontade.

Veja este texto: “Desde que foi pregado o primeiro sermão evangélico, quando no Éden se declarou que a semente da mulher havia de esmagar a cabeça da serpente, Cristo fora exaltado como o caminho, a verdade e a vida. Ele era o caminho ao tempo em que Adão vivia, quando Abel apresentava a Deus o sangue do cordeiro morto, representando o sangue do Redentor. Cristo foi o caminho pelo qual se salvaram patriarcas e profetas. Ele é o único caminho pelo qual podemos ter acesso a Deus.” O Desejado de Todas as Nações, 663

Diante do estudo desta semana o que devemos fazer? Devemos ser totalmente submissos à Deus e à Sua vontade. Muito mais importante do que sacrifícios de animais, foi o sacrifício de Jesus. Muito mais importante do que o perdão que os sacrifícios apontavam, é o perdão recebido pelos méritos de Cristo. Hoje, assim como os pecadores no passado fazim uma oferta a Deus, devemos fazer a nossa entrega à Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”

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    E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento;
    E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne."
    Judas 1:21-23

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