O “CÉU” NA TERRA – Comentários à Lição 2 (05 a 12/10/2013)

“Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém.”
Isaías 8:14

O terceiro centro de "Educação" (1890), uma janela de vitral por Louis Comfort Tiffany e Tiffany Studios, localizado em Linsly-Chittenden Salão na universidade Yale. Ela retrata a Ciência (personificado por Devoção, Trabalho, Verdade Pesquisa e Intuição) e Religião (personificado por Pureza, fé, esperança, reverência e inspiração) em harmonia, presidida pelo personificação central da "Luz · Amor · Vida".

VERSO ÁUREO:- “Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou.” Hebreus 8:5

INTRODUÇÃO – Deus sempre teve interesse em comunicar-Se com Seus filhos. No Éden a comunicação era face a face. A entrada do pecado trouxe separação entre Deus e Seus filhos; não mais poderia haver uma comunhão face a face. Isaías 59:2 nos relembra: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o Seu rosto de vós, de modo que não vos ouça.” O pecado é o grande meio de separação entre as pessoas e Deus.

No tempo dos patriarcas, Deus continuou a falar com a humanidade por meio do sistema de sacrifícios por Ele instituídos; o Senhor enviou também Seu Filho e Seus anjos como Seus mensageiros para falarem diretamente ao Seu povo. À medida que o povo de Deus cresceu, Deus escolheu falar de várias maneiras. Ele falou a José em sonhos, ao sumo-sacerdote por meio do Urim e do Tumim, e então por meio de visões dadas aos profetas que foram chamados para serem Seus porta-vozes no mundo.

Desde a queda até o deserto, Deus tentou uma proximidade maior com o Seu povo através dos sacrifícios, mas depois Ele escolheu o santuário como meio de ter uma proximidade maior com os Seus filhos. Daí Deus deixou instruções minuciosas para Moisés construir o santuário que, mais tarde, seria utilizado dentro do templo. O santuário terrestre, como todos os seus serviços, foi útil e necessário até a morte de Cristo quando o véu do santuário rasgou-se de alto a baixo, cessando assim os sacrifícios; pois Jesus, o Cordeiro de Deus, tinha morrido pela humanidade. O tipo, que era os serviços do santuário, tinha encontrado o antítipo, que é o próprio Cristo.

O estudo dessa semana mostra a relação que Deus teve com o povo, no passado, através dos símbolos do santuário que apontavam para Jesus. Hoje somos beneficiados em saber que o próprio Jesus encontra-Se no Santuário Celestial a interceder por nós. Amém?

DOMINGO (6 de outubro) O PRIMEIRO “SANTUÁRIO” NA TERRA – Como era o primeiro santuário na terra? É curioso que antes de existir o santuário, construído por Moisés, já existia um santuário no jardim do Éden. Era a própria presença de Deus na Terra. Ele andava pelo Jardim, junto com Adão e Eva e mantinham uma comunicação perfeita “face a face”. Ali eles conversavam e cantavam juntos. Ali ainda não havia a presença do pecado. O Jardim do Éden era comparado, pelos antigos, como o lugar santíssimo no templo.

Os estudiosos da bíblia já repararam que muitas características do Jardim do Éden correspondem aos santuários existentes em Israel. Temos base para dizer que no Éden encontramos o primeiro templo simbólico na terra. Veja alguns paralelismos que acho muito interessantes: A) No Éden Deus passeava no jardim: E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.” Gênesis 3:8.

Deus manifestava-Se no santuário: “Porque em casa nenhuma habitei desde o dia em que fiz subir os filhos de Israel do Egito até ao dia de hoje; mas andei em tenda e em tabernáculo. E em todo o lugar em que andei com todos os filhos de Israel, falei porventura alguma palavra a alguma das tribos de Israel, a quem mandei apascentar o meu povo de Israel, dizendo: Por que não me edificais uma casa de cedro? II Samuel 7:6-7.

B) Querubins vigiavam o jardim: “E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.” Gênesis 3:24. Dois querubins foram colocados no lugar santíssimo. Ver Êxodo 25:18-22

Relacionando a comunicação com Deus, qual é a semelhança que encontramos entre Adão e Eva, ainda no jardim, e nós? Entre Eles e nós há um hiato de tempo muito grande. Hoje Cristo, o nosso Sumo-Sacerdote, já fez o único sacrifício pelo pecado, de uma vez por todas. Ver Hebreus 10:12, já não há mais qualquer sacrifício pelos pecados que possa ser feito. Ver Hebreus 10:26. Hoje os crentes são chamados “reis e sacerdotes” e um “sacerdócio real” como reflexo de sua posição privilegiada de herdeiros do reino do Todo Poderoso Deus e do Cordeiro. Por causa desta proximidade privilegiada com Deus, nenhum outro mediador se faz necessário. Os crentes são chamados sacerdotes porque a salvação não é meramente um “seguro contra incêndios” para escaparmos do fogo do inferno que arderá, até consumir totalmente o mal, depois do milênio. Antes, os crentes são chamados por Deus para servi-Lo ao oferecer sacrifícios espirituais, ou seja, sendo pessoas zelosas e de boas obras. Como sacerdotes do Deus vivo, todos nós devemos dar louvores Àquele que nos deu o grande dom do sacrifício de Seu Filho em nosso lugar; e, em resposta, devemos dividir esta maravilhosa Graça salvadora com outros. Portanto, a semelhança entre nós e nossos primeiros pais está que também não necessitamos de tipologias; como sacrifícios, sacerdotes e sumo-sacerdotes, para termos acesso ao trono da graça; podemos ir diretamente à Deus. Ver Heb. 4:14-16. O ver a Deus “face a face” será finalmente restabelecido depois da volta de Cristo. Amém?

Como relaciona a necessidade de sermos um santuário para Deus habitar em nós?

SEGUNDA-FEIRA (7 de outubro) CÓPIA DO MODELO – O santuário terrestre é uma cópia do santuário celestial. Moisés não inventou um santuário, mas construiu conforme as orientações de Deus. Consequentemente o santuário do céu é o original e serviu de modelo para o santuário dos israelitas. O santuário do céu é chamado de o verdadeiro tabernáculo.

Veja os seguintes textos: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis.” Êxodo 25:8-9

“Atenta, pois, que o faças conforme ao seu modelo, que te foi mostrado no monte.” Êxodo 25:40

“Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo-sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.” Hebreus 8:1-2

“Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou.” Hebreus 8:5

“De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes. Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus.” Hebreus 9:23-24.

Quais as palavras usadas em Hebreus 8:5 e 9:24 para descreverem a correspondência entre os santuários terrestre e celestial? Como os santuários se relacionavam um com o outro? As palavras traduzidas nestes dois versos por modelo e figura vêm das palavras gregas typos e antitypos. O santuário terrestre é comparado ao celestial. É uma cópia do celestial. Diferentemente de outros livros bíblicos, em Hebreus o original é chamado de typos (o tipo, neste caso, é o santuário celestial) e a contraparte, antitypos (antítipo, neste caso, é o terrestre). Esta inversão não muda o significado da tipologia; um é o símbolo de algo maior; neste caso, o santuário terrestre é uma sombra, uma simples cópia, do verdadeiro no Céu.

O santuário celestial é o santuário verdadeiro. Isso não significa que o terrestre era um santuário falso; ao contrário, ele foi instituído por Deus. Não obstante, três vezes é enfatizado que o santuário terrestre foi feito por mãos humanas. Embora o seu estabelecimento fosse ordenado por Deus, foi feito por seres humanos, pecadores. O celestial ultrapassa o terrestre, sem dúvidas, porque foi construído pelo Senhor. A função do santuário terrestre estava limitada em eficiência, como também em tempo. Seu serviço não podia resolver o problema do pecado. O derramamento de sangue não possuía efeito duradouro. A consciência humana não era realmente limpa. Embora fosse real, era tão somente uma cópia do santuário genuíno e do seu serviço. Só o sangue de Jesus e Seu ministério como Sumo-Sacerdote faz uma diferença real, duradoura e de expiação dos pecados.

Que diferença faz para você saber que existe um santuário físico e real no céu onde Jesus está?

TERÇA-FEIRA (8 de outubro) JESUS COMO SANTUÁRIO – A lição de hoje indica a realidade de Jesus ser o próprio santuário. Esta ideia é maravilhosa, pois quando analisamos os utensílios e serviços do tabernáculo encontramos toda tipologia apontando para Jesus! Tanto é verdade que quando Ele morreu, o véu do santuário rasgou-se do alto a baixo, como vemos: “E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras.” Mateus 27:51

Veja os utensílios do santuário e os seus significados que apontavamm para Jesus:

Pátio: Todos os dias o sacerdote ministrava nesse local. Nele estava o altar que representava a cruz de Cristo. O sangue derramado apontava para o sacrifício de Jesus. A água da pia representava a purificação através de Cristo e por meio do batismo. Desta forma este local ensinava a justificação pela fé. O crente é salvo quando aceita o sacrifício expiatório de Cristo, se arrepende, confessa os pecados e é batizado.

Santo: O sangue do cordeiro morto no pátio era recolhido e levado pelo sacerdote somente ao lugar Santo. Esse era o serviço diário, quando os pecados eram simbólicamente transferidos para o santuário. Esse local continha a mesa com os doze pães da proposição, que indicavam simbolicamente Jesus como o Pão da vida e o alimento diário do cristão que é a Bíblia. Encontrava-se também, neste local, o candelabro que apontava para o ministério do Espírito Santo ao conduzir as pessoas ao Cristo Jesus, a verdadeira luz do mundo. Outro objeto sagrado era o altar de incenso, que representava a oração dos santos e a intercessão contínua de Cristo. Desta forma, Deus ensinava o processo da santificação através do estudo da Bíblia, arrependimento, oração, comunhão com os crentes na igreja e o testemunho.

Santíssimo: Uma vez por ano acontecia a purificação do santuário, e era um dia de juízo para o povo de Deus. O sacerdote oferecia um bezerro e um cordeiro por si e por sua família e outro em holocausto pelo povo. Lançava a sorte sobre dois bodes: Um era separado para Deus e outro era chamado de Azazel. No lugar Santíssimo estava a arca da aliança, que continha as tábuas com os Dez Mandamentos, uma porção do maná e também a vara de Arão. Através deste local Deus ensinava: A verdade sobre o juízo, a santidade de Sua Lei, o sábado, a reforma de saúde e a verdade sobre o milênio quando a culpabilidade dos pecados do povo de Deus será transferida para o autor do pecado; Satanás.

Através do ritual do santuário, o povo de Deus conseguia vislumbrar o plano da salvação através de Jesus. No santuário havia 3 portas; a que dava da rua para o Pátio os judeus a chamavam de “o caminho”, a que dava do pátio para o lugar Santo, chamavam de verdade” e a que dava do Santo para o Santíssimo chamavam de “vida”. Foi por isso que Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6

Medite por que razão o corpo de Jesus é comparado ao templo: “Jesus respondeu, e disse-lhes: Derrubai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo.” João 2:19-21

Viu o perfeito retrato de Jesus em cada símbolo?

QUARTA-FEIRA (9 de outubro) A IGREJA COMO SANTUÁRIO – Em que aspecto podemos comparar a igreja cristã como sendo o santuário? Depois da morte de Jesus; o santuário do templo deixou de existir, o povo judeu foi rejeitado, como receptor e transmissor da verdade, e cada crente passou a ser o responsável em receber e transmitir os oráculos de Deus. Os apóstolos cheios do Espírito Santo solidificaram as bases do Cristianismo e a igreja cresceu de forma maravilhosa! O Cristianismo genuíno é o que de mais precioso Deus tem na terra. Assim como Deus manifestava-Se através do santuário terrestre, hoje Ele manifesta-Se através dos Seus filhos convertidos para atrair outros à salvação.

Os seguintes versos mostram-nos a realidade de cada membro da igreja de Cristo ser verdadeiro receptor e transmissor da vontade de Deus: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” I Coríntios 3:16-17

“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” I Coríntios 6:19-20

“Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus. Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina. No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.” Efésios 2:19-22

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.” I Pedro 2:9-10

Todas as religiões estão certas? Qual é a igreja que representa Jesus aqui na terra? É a Adventista do 7º Dia, pois ela nasceu de um movimento profético relatado em Daniel e Apocalipse e veio restaurar algumas verdades que ficaram esquecidas no decorrer dos milênios e está presente no mundo todo. Todas as igrejas cristãs contribuem para a pregação do evangelho. Hoje, graças a Deus, todos os países do mundo têm a presença de cristãos, embora a bíblia e a pregação aberta sejam proibidas em alguns deles. Os Adventistas do Sétimo Dia não são os únicos a pregar o evangelho de Cristo. As igrejas Católica, Ortodoxa, Anglicana, Evangélicas tradicionais e Pentecostais também realizam campanhas de evangelismo, ao redor do mundo, levando o amor de Cristo aos corações de muitas pessoas. A diferença entre a igreja Adventista e as outras está em, especialmente, três doutrinas distintas: a) O santuário celestial, relacionado especialmente, com o juízo de investigação que já começou em 1844. b) O 4º mandamento que requer a santificação do sábado. c) A compreensão correta do estado do ser humano na morte, que é de inconsciência até a ressurreição. Cabe aos Adventistas do 7º Dia a responsabilidade de anunciar à todos, de forma mais enfática, estes três temas de muita importância, pois o evangelho deve ser compreendido e obedecido na sua plenitude e não pela metade. Os Adventistas têm uma maior responsabilidade perante Deus. Quanto maior a luz recebida, maior é o dever de anunciá-la. Nós somos os representantes de Deus na Terra. Devemos levar às pessoas de outras religiões, cristãs e não cristãs a verdade plena em Cristo e a se relacionarem com ele!

Você já é um santuário purificado e habitado por Deus?

QUINTA-FEIRA (10 de outubro) UMA NOVA CRIAÇÃO – A lição de hoje alude ao fato de que a Nova Jerusalém corresponde ao Santuário de Deus que está no céu. Embora o livro do Apocalipse não fala da existência de um templo na cidade, podemos deduzir que a própria cidade é o local da habitação de Deus. A bíblia menciona que o templo é o próprio Deus: “E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.” Apocalipse 21:22. Assim como a forma do lugar Santíssimo era a de um cubo, a Nova Jerusalém também o é; claro que em proporções infinitamente diferentes. Interessante paralelismo!

Na Nova Jerusalém seremos como reis e sacerdotes de Deus. Reinaremos juntos com Ele. A cidade toda, a Nova Jerusalém, será o templo, pois será a habitação de Deus. Por isso o Apocalipse a descreve como em forma quadrangular. Ver Apoc. 21:16, tendo as três dimensões iguais. Assim como o lugar santíssimo do tabernáculo. Isto representa a perfeição. João disse, sobre esse assunto: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.” Apoc. 21:1-3

Deus prometeu que fará todas as coisas novas: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.” Apocalipse 21:1

“E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.” Apocalipse 21:5

Para podermos habitar nos Novos Céus e na Nova Terra é necessário passarmos pela renovação do novo nascimento, como Jesus propôs para Nicodemos. A palavra renascido significa literalmente nascido do alto. Nicodemos tinha uma necessidade real. Ele necessitava de uma mudança em seu coração e uma transformação espiritual. O novo nascimento, o renascer, é um ato de Deus através do qual a vida eterna é dada àquele que acredita. Ver II Coríntios 5:17; Tito 3:5; I Pedro 1:3; I João 2:29; 3:9; 4:7; 5:1-4, 18. João 1:12,13 indica que renascidos também leva a ideia de tornarem-se filhos de Deus através da fé no nome de Jesus Cristo. Logicamente vem a pergunta: Por que uma pessoa precisa renascer? O Apóstolo Paulo diz em Efésios 2:1: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados…” Aos Romanos o Apóstolo escreveu: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Romanos 3:23. Então, uma pessoa precisa renascer para ter seus pecados perdoados e o ingresso à eternidade.

Falando da Nova Jerusalém, Deus receberá, no seu interior, apenas as pessoas puras: “E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.” Apocalipse 21:27

Onde passará a eternidade; dentro ou fora da Nova Jerusalém?

SEXTA-FEIRA (11 de outubro) LEITURA COMPLEMENTAR – O santuário armado como tenda, podia ser mudado com a movimentação do povo pelo deserto, ficava no centro da congregação e era dividido em três partes:

O átrio ou Pátio – Era o único lugar do santuário onde podia entrar o adorador. Neste lugar eram também realizados os sacrifícios. Podemos dizer que o pátio do santuário representa a Terra.

O Lugar Santo – a) O candelabro era feito de ouro puro e tinha sete lâmpadas que deviam ficar permanentemente acesas. Em Apocalipses 1:12-13, João descreve Jesus andando entre sete candelabros e o verso 20 nos diz que os candelabros representam as sete igrejas. Dentro desta simbologia podemos ver o Espírito Santo atuando na Igreja possibilitando que seja a luz do mundo. b) O altar de incenso era, assim como o altar dos holocaustos. Era aqui que os sacerdotes queimavam diariamente incenso como interseção pelo povo de Israel. Este incenso queimado representava as orações dos santos. Ver Apocalipse 8:4. c) A mesa e os pães da proposição era feita de madeira de acácia e estava recoberta de ouro puro. Doze pães eram colocados sobre ela formando duas colunas de seis pães. O significado dos pães representa Jesus que é pão da vida. Ver João 6:5

Lugar Santíssimo – Após o segundo véu, estava o lugar santíssimo. Ver Heb. 9:3, onde só o sumo-sacerdote podia entrar, e uma vez ao ano, e era no dia da expiação. Lá havia a arca da aliança contendo as tábuas dos 10 mandamentos. Havia dois querubins de ouro e suas asas cobriam o propiciatório, que era a tampa da arca. Era entre estes querubins que se manifestava a Shekinah, a manifestação de Deus em forma de uma luz gloriosa. Neste sentido, a arca representava o trono de Deus.

Veja estes textos: “O santuário do céu, no qual Jesus ministra em nosso favor, é o grande original, de que o santuário construído por Moisés foi uma cópia. Assim como no santuário terrestre havia dois compartimentos, o santo e o santíssimo, existem dois lugares santos no santuário celestial. A arca contendo a lei de Deus, o altar de incenso e outros instrumentos, que se encontravam no santuário de baixo, também têm sua parte correspondente no santuário de cima. Em santa visão, foi permitido ao apóstolo João penetrar no Céu, e ele contemplou ali o castiçal e o altar de incenso e quando “abriu-se no céu o templo de Deus”, contemplou também “a arca do Seu concerto”. Apoc. 11:19” História da Redenção, 377.

“Enquanto Jesus, nosso Intercessor, pleiteia por nós no Céu, o Espírito Santo efetua em nós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade. Todo o Céu está interessado na salvação da alma. Então, que razão temos nós para duvidar de que o Senhor quer ajudar-nos, e nos ajuda?

Nós que ensinamos o povo precisamos ter pessoalmente vital ligação com Deus. No Espírito e na Palavra, devemos ser para o povo como um manancial, porque Cristo é em nós uma fonte a jorrar para a vida eterna. A tristeza e o sofrimento podem provar nossa paciência e nossa fé; mas o brilho da presença do Invisível está conosco, e temos de esconder o próprio eu atrás de Jesus.”
E Recebereis Poder, MM 1999, 351.

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  • ” Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” Apocalipse 1:3

  • “Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom.” 1 Tessalonicenses 5:20-21.

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    E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne."
    Judas 1:21-23

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