O DIA DO SENHOR (Sofonias e Naum) – COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 9 – 25/05 a 01/06/2013

Naum aponta para a destruição de Nínive, a cidade havia atingido o limite do tempo da graça. O império assírio fora usado para punir e aniquilar Israel (Na 2:7-13), prova da possibilidade do juízo de Deus contra os que não persistem no arrependimento.
Sofonias adverte o povo de Deus a que se converta de seus maus caminhos para  enfrentar o juízo iminente do Senhor (Sf 2:3). Fala não só para Israel, mas para todas as nações que pecam.
Estas advertências proféticas apresentam-se a nós com caráter de urgência e tornam-se alarmantes diante dos rumos atuais da humanidade.Deus fez promessas de salvação eterna ao homem, mesmo após o pecado. Esta salvação, hoje, está ainda aberta aos que se arrependerem(Mt 4:17; Mc 1:15) e aceitarem Jesus como seu redentor. A  Graça de Deus, como oferta aos pecadores, deve ser aceita  “Enquanto a terra durar……” (Gn 8:22).

Last Judgment Icon, St. Elias Church, Brampton, Ontario

VERSO PARA MEMORIZAR: “O Senhor será terrível contra eles, porque aniquilará todos os deuses da Terra; todas as ilhas das nações, cada uma do seu lugar, O adorarão” (Sofonias 2:11).

Pensamento-chave: O juízo está vindo, mas a graça e a misericórdia ainda estão disponíveis aos que as buscam fervorosamente.

O profeta Sofonias viveu e exerceu a sua atividade entre os reinados de Manassés, o filho deste, Amom e o neto Josias(2Cr 33), num momento em que  Judá era disputado pelas grandes potências da época e exerce seu ministério entre os anos 640-609 AC. Dentro do país a apostasia imperava, sempre querendo depender da proteção de potências estrangeiras com seus deuses e costumes terrenos, uns querendo ficar sob a influência do Egito, outros da Assíria.

Naum, cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”, é desconhecido, a não ser pelo breve título que inicia sua profecia. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito, visto que a localização de Elcós é incerta. Carfanaum, uma cidade da Galiléia, tão proeminente no ministério de Jesus, significa “Aldeia de Naum”, e alguns têm especulado mas, sem prova concreta, que seu nome deriva do profeta.

O profeta Isaías, pouco antes, trata dos mesmos assuntos aqui estudados, ou seja a punição de Assíria, Judá e Israel por causa da iniquidade generalizada do povo.  Isaías trata também no capítulo 11 da vinda do Cristo, da restauração de Israel e da vocação dos gentios, e quem quiser aprofundar o estudo poderá ler os capítulos 10 e 11 de Isaías. Abaixo vejam estes versículos do livro de Isaías como exemplo:
“Por isso acontecerá que, havendo o Senhor acabado toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém, então castigarei o fruto da arrogante grandeza do coração do rei da Assíria e a pompa da altivez dos seus olhos. “
Isaías 10:12

“E há de ser que naquele dia o Senhor tornará a pôr a sua mão para adquirir outra vez o remanescente do seu povo, que for deixado, da Assíria, e do Egito, e de Patros, e da Etiópia, e de Elã, e de Sinar, e de Hamate, e das ilhas do mar.
E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra. “
Isaías 11:11-12

O Senhor é o Juíz que age na história, contra as trevas,  a lição desta semana mostra que com o juízo final tão próximo e a severidade da punição tão alarmante, a mensagem da Esperança de Deus também torna-se  acentuadamente urgente:

“O SENHOR é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele.”
Naum 1:7

Domingo, 26 de maio – DIA DE TREVAS  – O ponto central da mensagem de Sofonias é o “DIA DO SENHOR” :
“Cala-te diante do Senhor DEUS, porque o dia do SENHOR está perto; porque o SENHOR preparou o sacrifício, e santificou os seus convidados.” (Sofonias 1:7).

O “Dia do Senhor” é o dia da ira de Deus sobre nações, povos e pessoas individualmente e sobre o mundo todo no final. Quando um povo se torna tão ímpio e sem arrependimento e seu juízo é executado pelo Senhor este se torna o “Dia do Senhor” para este povo específico, dia de punição pelos pecados.(ver: Am 5:18, Ez 13:5, Is 13:6-9, Ez 30:3, Ob 15)
Assim, para nós que cremos, estando em fé, atualmente vivemos a “Hora Do Juízo De Deus”, tempo de julgamento, enquanto toda nação, tribo e povo ainda está na terra e urge para que possamos enfrentar aquele Dia em “…trajes santos…” (Sl 110:3) ao lado do Salvador.
“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo.
Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das água ” (Ap 14:6-7)

Judá_Isaias

Segunda-feira, 27 de maio – OS HUMILDES DA TERRA – Este é o texto principal para hoje:“Congregai-vos, sim, congregai-vos, ó nação não desejável. Antes que o decreto produza o seu efeito, e o dia passe como a pragana; antes que venha sobre vós o furor da ira do Senhor, antes que venha sobre vós o dia da ira do Senhor. Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; pode ser que sejais escondidos no dia da ira do Senhor.” Sofonias 2:1-3

O  profeta Isaías fala sobre os mansos da terra e seu lugar especial na justiça divina:
” Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio, ”
Isaías 11:4

Ser manso e humilde é o que Deus pede de cada filho Seu. O novo céu e a nova terra será lugar de pessoas convertidas à humildade e mansidão. Hoje, aqui e agora, é o tempo e o lugar para desenvolvermos estes atributos.

 Veja estes textos: “Mansidão e humildade caracterizarão todos aqueles que obedecem à lei de Deus, todos os que, submissos, tomarão o jugo de Cristo. Essas graças produzirão o desejável resultado de paz no serviço de Cristo.” Signs of the Times, 16 de abril de 1912.

“Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a alma que sente o seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador.” C.B.V, 182

O povo de Deus, no passado precisava voltar a reconhecer a palavra do Senhor como certa, verdadeira e única. O povo se tinha voltado para os ídolos e pecados, e Deus pedia arrependimento e confissão.

 Por que caminhos temos andado? Precisamos reaprender a mansidão de Cristo?

Terça-feira, 28 de maio –  CIDADE CORRUPTA – Quais eram os pecados do povo de Israel? Veja o texto para hoje:  “Ai da rebelde e contaminada, da cidade opressora! Não obedeceu à sua voz, não aceitou o castigo; não confiou no Senhor; nem se aproximou do seu Deus. Os seus príncipes são leões rugidores no meio dela; os seus juízes são lobos da tarde, que não deixam os ossos para a manhã. Os seus profetas são levianos, homens aleivosos; os seus sacerdotes profanaram o santuário, e fizeram violência à lei. O Senhor é justo no meio dela; ele não comete iniquidade; cada manhã traz o seu juízo à luz; nunca falta; mas o perverso não conhece a vergonha.” Sofonias 3:1-5.

No texto em referência Deus chama a atenção dos pecados que eram praticados em Jerusalém, e pelo povo escolhido. Incrível não é?

O diabo dominou os líderes e a capital do país, Jerusalém. Ele controlou o rei, os conselheiros, suscitou falsos profetas e corrompeu os sacerdotes para que profanassem o santuário. Daí para obter o controle sobre o povo, foi fácil. Pelo fracasso dos líderes no testemunho e nas orientações ao povo, toda a nação fracassou.  Será que vemos algum paralelo nos dias de hoje? Como tem sido comigo? Olho com atenção às necessidades do meu próximo?

Como Deus agiu com Jerusalém?  Tomando como símbolo a uma prostituta; Deus permitiu que ela sofresse as consequências dos seus erros por um tempo. Quando ela chegou ao fundo do poço, como uma mulher rejeitada e nojenta até para seus amantes, Deus ofereceu seu amor não merecido, e tomou de volta sua esposa infiel. Com a mesma força que ele havia demonstrado sua santidade e justiça no castigo dos ímpios, ele mostra seu caráter divino, também, na sua grande bondade e misericórdia em resgatar Jerusalém. Se Deus fez assim com o Seu povo no passado, Ele também está disposto em socorrer-nos nas nossas mais profundas necessidades espirituais.

Quarta-feira, 29 de maio – O MAIOR DELEITE DE DEUS – Este é o texto para hoje: “O Senhor teu Deus, o poderoso, está no meio de ti, ele salvará; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo.” Sofonias 3:17. No meio de uma mensagem de juízo Deus traz essa mensagem de salvação. Aqui vemos, claramente, que a alegria do Senhor está em salvar e não em condenar.

Isaías também menciona sobre a alegria que Deus tem com os Seus filhos. Veja estes textos:“Porque, como o jovem se casa com a virgem, assim teus filhos se casarão contigo; e como o noivo se alegra da noiva, assim se alegrará de ti o teu Deus.” Isaías 62:5

“E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor.” Isaías 65:19.

O Deus do Velho Testamento é mal interpretado por alguns. Deus é pintado como sendo cruel e mau. O texto para hoje é uma demonstração que Deus é misericordioso, pois mostrou grande amor pelo povo que muito desobedeceu e errou. Deus nunca foi cruel, Ele sempre foi justo. Quando a polícia invade uma comunidade em busca de traficantes e criminosos, não vai jogando flores. Vai com armas e pronta para exercer o poder de polícia que a sociedade delegou, e nem por isso a polícia é má, Agora imagine um mundo de traficantes e criminosos, e Deus precisando lidar com isso. O problema é que alguns não crêem que o ser humano é intrinsecamente mau por natureza. Deus é santo, e qualquer partícula de pecado é abominável para Ele. Deus estabeleceu governos e usou povos para colocar em prática o Seu juízo. Os israelitas quando estavam bem com Deus foram usados para destruir povos apóstatas que tentavam eliminar o povo de Deus, atrapalhar assim os planos de Deus. Mas, agora, porque o povo não se arrependeu Deus teve que permitir o juízo.

Quinta-feira, 30 de maio – A RESPOSTA DE DEUS À INJUSTIÇA – A lição de hoje fala sobre o livro de Naum. Naum não escreveu este livro como uma advertência ou uma “chamada ao arrependimento” para o povo de Nínive. Deus já tinha enviado o profeta Jonas, 150 anos antes, com Sua promessa do que aconteceria se continuassem em seus maus caminhos. As pessoas daquela época se haviam arrependido, mas agora viviam tão mal como antes. Os assírios se tinham tornado absolutamente brutais em suas conquistas. Eles penduravam os corpos de suas vítimas em postes e colocavam a sua pele nas paredes das suas tendas, entre outras coisas cruéis que faziam. Agora Naum estava dizendo ao povo de Judá para não se desesperarem porque Deus havia pronunciado julgamento e os assírios em breve estariam recebendo o que mereciam.

Veja alguns versos especiais deste livro: Naum 1:7: “O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam.”

Naum 1:14: “Porém contra ti, Assíria, o Senhor deu ordem que não haja posteridade que leve o teu nome.”

Naum 1:15: “Eis sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, do que anuncia a paz.”

Naum 2:13: “Eis que eu estou contra ti, diz o Senhor dos Exércitos.”

Naum 3:19: “Não há remédio para a tua ferida; a tua chaga é incurável; todos os que ouvirem a tua fama baterão palmas sobre ti; porque sobre quem não passou continuamente a tua maldade?”

A palavra de juízo contra a Assíria reflete os juízos que Deus trará contra todas as nações que insistem em desobedecer a palavra do Senhor. O profeta mostra que Deus tem um grande poder e no momento certo ele saberá agir não só para destruir os que destroem a terra, mas para salvar os que temem o Seu nome e guardam os Seus mandamentos. O que os profetas diziam sempre se cumpria. Hoje temos a palavra dos profetas que diz sobre a volta de Jesus para por fim a este mundo de pecados. Faz-nos bem ouvir a palavra do Senhor e obedece-la.

Sexta-feira, 31 de maio – LEITURA COMPLEMENTAR – Sofonias nos recorda que Deus fica ofendido com os pecados morais e religiosos de Seu povo. O povo de Deus não escapará de punição quando peca deliberadamente. A punição pode ser dolorosa, mas o seu propósito é redentor e não punitivo. A inevitabilidade da punição sobre a impiedade dá conforto em um momento em que parece que o mal está desenfreado e vitorioso. Temos a liberdade de desobedecer a Deus, mas não a liberdade para escapar das consequências dessa desobediência. Aqueles que são fiéis a Deus podem ser relativamente poucos, mas Deus não os esquece.

“Muitos não percebem que ao andarmos humildemente com Deus, nos colocamos numa posição em que o inimigo não pode tirar vantagem de nós. … Unicamente se nos submetermos como crianças dispostas a ser instruídas e disciplinadas, poderá Deus usar-nos para a Sua glória.” Refletindo a Cristo, MM 1986, 253. O caráter de Deus é tão santo que Ele não pode pecar, nem aprovar qualquer tipo de pecado cometido por outros. O grande amor de Deus nunca faz com que Ele renegue Sua santidade neste sentido. Se Ele fizesse isso, não seria amor verdadeiro. Se Deus aceitasse o pecado cometido por outros, Ele seria participante deste pecado, portanto, ele se tornaria pecador também. E Deus não fará isso. A santidade de Deus não é passiva. A santidade de Deus é, obviamente, ativa na própria conduta dele. Mas, sendo Ele o dominador do universo, ele tem que agir em relação à conduta dos outros. Ele precisa decidir não apenas o que é certo e o que é errado, mas precisa decidir quem está certo e quem está errado. Então Ele precisa decidir o que será feito com aqueles que agem de forma errada, e também a maneira pela qual serão recompensados os que agem corretamente. O amor não pode estar desvinculado do juízo de Deus.

fabiodeps@gmail.com

Editado sobre artigo publicado em  www.temasbblicos.blogspot.com.br

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    Judas 1:21-23

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