A CRIAÇÃO CONCLUÍDA – RESUMO E COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 3 – (12 a 19 de janeiro de 2013)

“Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará. “
Isaías 40:26

“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. “
Isaías 40:28

VERSO ÁUREO: “Havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito.” Gênesis 2:2

INTRODUÇÃO – A lição desta semana lembra-nos dos últimos três dias da criação e do descanso no dia de sábado, como vemos:

No 4º dia Deus criou dois luminares: o Sol, luminar maior, que deveria governar o dia e a Lua, luminar menor, que deveria de governar a noite. Deus, neste dia, também criou as estrelas.
No 5º dia Deus criou os animais marinhos e as aves.

No 6º Dia Deus criou os mamíferos e os répteis. Criou também o homem e a mulher, dizendo-lhes que deveriam de cuidar da terra, dos animais e das plantas.

No final, da criação, Deus diz: “E viu Deus tudo quanto tinha feito e eis que era muito bom.” Génesis 1: 31
No capítulo dois de Gênesis mostra que Deus descansou no sétimo dia, sábado, abençoou e santificou.

Como o descanso do sábado está relacionado com a semana literal da criação? A natureza do relato da criação com os seus seis dias, Gênesis 1:5-31, seguidos do sétimo dia, Gênesis 2:2-3 é de interesse especial, porque costumeiramente esse período é entendido como significando o curto lapso de uma semana literal. Com base na moderna teoria da evolução natural, tem sido questionado esse curto intervalo de tempo apresentado no relato bíblico da criação. Há um contraste entre o curto período de tempo do relato da criação e as longas eras exigidas pela evolução natural. Mas é conclusivo que a palavra dia, em Hebraico “yôm” está de conformidade com as principais linhas da erudição atual. Existem eruditos liberais e não liberais que chegaram à conclusão de que a palavra “dia”, em Hebraico “yôm” em Gênesis 1 deve ser compreendida de maneira singular, no sentido literal.

O Sábado literal, de um período de 24 horas, reserva -nos a oportunidade não só santificar este dia conforme o mandamento, como também de aceitar a semana literal da criação.

DOMINGO – (13 de janeiro) – SOL, LUA E ESTRELAS – Quando foram criados o Sol, a Lua e as estrelas? Esta é a descrição bíblica:

“E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, e para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom. E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.” Gênesis 1:14-19

As estrelas foram criadas na eternidade, quando todo o universo sideral veio à existência, ou no quarto dia da semana conforme o texto de hoje?

O comentário adventista comentando a criação durante o quarto dia declara: “Quanto a origem das estrelas, são apresentados dois pontos de vista: 1. As estrelas foram chamadas à existência durante a semana da criação, junto com o sol e a lua. 2. As estrelas ainda que criadas antes, são mencionadas aqui de passagem por Moisés pois está tratando dos luzeiros dos céus. O primeiro ponto de vista leva a conclusão de que antes da semana da criação o vasto universo era um vazio completo…” – Vol. 1, pág. 225.

O seguinte texto dá a ideia de que as estrelas já tinham sido preparadas antes da criação do sol e da lua:
“Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste.” Salmos 8:3.

O académico hebraico John Collins diz que as duas possibilidades estão correctas de acordo com Gênesis 1:14.

A expressão “Ele fez também as estrelas”, pode referir-se aos planetas, as “estrelas” de nosso sistema solar, isto é; Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão; ou pode incluir também as estrelas mais distantes.

Como vimos no estudo da semana passada não compensa perdermos tempo dissecando algo tão vasto como este ponto. É mais importante descobrir o grande amor de Deus para conosco e aceitar a realidade da comunhão com Ele para a nossa santificação e consequente salvação.

SEGUNDA-FEIRA – (14 de janeiro) – A CRIAÇÃO DAS AVES E ANIMAIS MARINHOS – No 5º dia Deus criou os animais marinhos e as aves. Este é o texto para hoje: “E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.” Gênesis 1:20-23

No quinto dia a imensidão das águas com todo o seu fascínio, recebeu a exuberância da beleza da vida aquática. Grandes animais marinhos, pequenos seres vivos que povoam as águas, todos vieram à existência segundo a sua espécie, à ordem da Palavra que possui poder criador. E o azul do firmamento e a terra seca com toda a sua beleza vegetal, foi enfeitada com toda a espécie de pássaros.

Os versos 20-23 destacam o mesmo fato que foi apresentado nos versos 11 e 12; isto é, que os animais aquáticos e todos os animais que voam foram formados segundo a sua espécie, como foram as diferentes plantas. Que eles foram moldados em distintas espécies parece ser um ponto muito importante. Todos os animais das várias espécies foram modelados de acordo com suas respectivas diferenças morfológicas distintas. Nenhum terreno é deixado para qualquer suposição de que estas espécies distintas tivessem evoluído de outras espécies que eram de formas mais simples.

TERÇA-FEIRA – (15 de janeiro) – A CRIAÇÃO DOS ANIMAIS TERRESTRES – “E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie, animais domésticos e répteis, e bestas feras da terra conforme a sua espécie, assim foi. E Deus fez as bestas feras da terra conforme a sua espécie, e os animais domésticos conforme a sua espécie, e os répteis da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.” Gênesis 1:24 e 25.

O fato de que todo animal foi feito, segundo a sua espécie, é fortemente destacado mais uma vez nos versos 24 e 25. Isto parece ser um fato da maior importância. É sem dúvida de proveito para nós perguntar a nós mesmos novamente: Qual é a significação especial desta declaração?

Em sua interpretação do significado da frase: “segundo a sua espécie” dividem-se os criacionistas em duas escolas, a saber: 1) Os que são da opinião de que só se refere à estrutura anatômica, sem nenhuma barreira fisiológica existente contra a hibridação entre as espécies, isto é, que o cruzamento pudesse ocorrer onde fosse mecanicamente possível. Exemplo: Neste caso Deus teria criado apenas um cão e uma cadela e do cruzamento destes temos hoje as várias espécies; e 2) Os que são de opinião de que a frase se refere a ambos os característicos anatômicos e fisiológicos, com particular destaque dos últimos.

Quanto à reprodução ter sido ou não sempre “conforme a sua espécie”, não somos deixados inteiramente a conjecturar. O fato de que a descontinuidade morfológica existiu na natureza desde o dilúvio do tempo de Noé e continua no mesmo modelo básico até hoje, é prova muito real de que os organismos devem ter-se estado reproduzindo “conforme suas espécies” desde o seu aparecimento. A ausência total de casos evidentes de híbridos entre espécies tanto nas que percorrem a terra hoje como nas que existem entre os fósseis, demonstra além disto que a hibridação das espécies foi e é aparentemente impossível.

QUARTA – FEIRA – (16 de janeiro) – TRABALHO ACABADO – O texto de hoje é este: “Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.” Gênesis 2:1-3

É importante ressaltar o fato de que Deus criou, no sexto dia, o homem e a mulher como a obra-prima da criação e à Sua imagem e semelhança.

Veja este texto: “Como coroa de Sua obra criadora, Deus criou o homem. “Disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança…”. Gên. 1:26. No ato criador, Deus estabeleceu uma diferença fundamental entre os animais e o homem. Aqueles foram criados segundo a sua espécie pelo poder de Sua Palavra, este, foi modelado pelo poder do toque do Seu amor, carinhosamente esculpindo o corpo de Adão e Eva e colocando neles a Sua semelhança. Com amor, implantou no caráter deles os atributos comunicáveis de Seu caráter, conferindo-lhes a imagem divina. “O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no carácter.” Patriarcas e Profetas, 28.

O sábado é uma espécie de inauguração da criação. Primeiro se constrói para depois inaugurar. Por isso o sábado é o dia de festa, é o dia de comemorações pela criação. O domingo não serve para memorial da criação, pois, na semana da criação; nesse dia, antes dele nada se havia criado. Ele também não serve como memorial da redenção, pois Jesus nesse dia não descansou. Foi mais um dia comum, como os outros, nada de diferente. Aliás, Jesus jamais se referiu a essa mudança, do sábado para o domingo, após a Sua ressurreição. O sábado foi feito por causa do homem, querendo dizer, por causa da humanidade. Isso significa, para que a humanidade esteja ligada a Deus, pois a função do sábado é fazer essa ligação. É para esse fim que nele não se faz outra coisa senão a santificação, ou seja, separar para Deus.

O que se deve fazer no sábado? Ir à igreja. Lucas 4:16 e fazer o bem. Mat. 12.12. Trabalhar, ir à escola, fazer tarefas escolares, ver televisão, viajar, ir à praia, etc… não santifica este dia.

QUINTA-FEIRA – (17 de janeiro) – O DIA LITERAL – A descrição bíblica facilita a compreensão sobre o dia de 24 horas. Em Gênesis 1:14 encontramos esta descrição: “E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.” Gênesis 1:14.

Distinguir dia e noite, marcar as estações e os anos é uma descrição clara de que os dias da criação são literais e não milenares como alguns pretendem. A distinção entre o dia e a noite é determinada pelo movimento de rotação da terra sobre o seu eixo, perfazendo um ciclo de vinte e quatro horas e assim marcando o período do dia completo. O ano é determinado pelo movimento de translação da terra em torno do Sol. As estações são determinadas pelo movimento de translação da terra, dependendo de sua distância do sol em virtude de sua órbita elíptica. Todos aprendemos na escola estes movimentos simples da natureza que estão longe de referir-se a dias milenares.

Com base na moderna teoria da evolução natural, tem sido questionado esse curto intervalo de tempo apresentado no relato bíblico da criação. Há um contraste entre o curto período de tempo do relato da criação e as longas eras exigidas pela evolução natural. Mas é conclusivo que a palavra dia, em Hebraico “yôm” está de conformidade com as principais linhas da erudição atual. Existem eruditos liberais e não liberais que chegaram à conclusão de que a palavra “dia”, em Hebraico “yôm” em Gênesis 1 deve ser compreendida de maneira singular, no sentido literal.

Veja estes textos: “Assim diz o Senhor: Se a minha aliança com o dia e com a noite não permanecer, e eu não puser as ordenanças dos céus e da terra.” Jeremias 33:25

“Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca. Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em depósitos. Tema toda a terra ao Senhor; temam-no todos os moradores do mundo. Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu.” Salmos 33:6-9

A importância do sábado literal: “Em seis dias realizem os seus trabalhos, mas o sétimo dia é sábado, dia de descanso e de reunião sagrada… será sábado dedicado ao Senhor.” Lev 23:3

O sábado é um dia literal; por isso precisa ser guardado e santificado de forma literal. Do por do sol de sexta-feira ao por do sol de sábado.

SEXTA-FEIRA – (18 de Janeiro) – ESTUDO COMPLEMENTAR – A lição desta semana fala da necessidade que temos de mantermos um bom relacionamento com a criação de Deus. O ser humano foi criado perfeito em si, mas sempre ficou dependente de Deus para desenvolver a graça da amizade. Hoje, mais do que nunca, precisamos de estar ligados com Jesus para mantermos a graça de Deus no nosso coração. Só assim teremos condições de louvar a Deus e amar o próximo.

Veja estes textos:

“O homem foi criado à semelhança e imagem de Deus, mas não como Deus. Os atributos comunicáveis do caráter de Deus foram colocados no caráter do homem, não em sua plenitude, mas de tal modo que pudessem ser desenvolvidos através da eternidade. “Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. ‘Deus criou o homem a Sua imagem’ (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais completamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador. Todas as suas faculdades eram passíveis de desenvolvimento…”Educação, pág. 15.

“Em Sua vida terrestre, Jesus seguia o programa planejado com antecedência nos tempos eternos: “Cristo, na Sua vida sobre a terra, não fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai lhos fazia conhecer.” Ciência do Bom Viver, 428.

Editado de artigo escrito por Luís Carlos Fonseca em http://temasbblicos.blogspot.com.br

Editor: fabiodeps@gmail.com

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  1. #1 por chleide teles em 17 de janeiro de 2013 - 20:11

    o quarto parágrafo da quinta-feira é bem claro e instrutivo para qualquer leigo.
    lendo os termos “segundo a sua espécie” explica muito a visão do evolucionismo e sua base argumentativa. sabemos que muitas espécies em geral já entraram em extinção, mas não justifica que uma espécie fraca originou outra mais forte em adaptação. em cada espécie tem seu grupo de família (semelhanças) e dentro deste grupo muitos foram totalmente extintos. segundo os evolucionistas uma espécie a cada passo que evolui vai deixando uma outra mais adaptada e resistente para o período que se encontra atual. É claro que o homem vem evoluindo em inteligência. Tudo na área do conhecimento em não na estrutura física. Mas, tratando dos traços cada espécie não originou uma outra mais evoluída. Quer dizer que cada espécie incondicional e indiretamente tem o poder de originar outra devido a força do habitat sobre ela? E Deus é nada? cada espécie é tão auto-suficiente assim? pensando desse jeito faz pensar que JESUS é desnecessário e isso é negar Sua existência e poder. dando ao homem a auto-criação e glória. Muitas espécie da mesma família foram instintos. Só isso! Afinal, o homem com todo o conhecimento e tecnologia há sua disposição ainda não achou os elos que interligam uma espécie anterior com a atual. Todas as provas mostradas até agora foram falsas comprovadamente. uma espécie não originou outra, simplesmente uma grupo de uma mesma espécie largou de existir por questões de desastres naturais e falta de alimentos. fica então uma pergunta no ar: não existem fôsseis dos animais atuais no período mais antigos?

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