Comentários à Lição 13 – Escola Sabatina – CONSERVANDO A IGREJA FIEL – 2ª Parte – 22/09 a 29/09 de 2012

2ª PARTE
“Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo.
Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. ”
1 Coríntios 11:31-32

QUARTA-FEIRA (26 de setembro) – TRABALHAR E COMER
– “Não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes. Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão.” II Tessalonicenses 3:9-12.

Na primeira carta, Paulo já tinha exortado aqueles que não gostavam de trabalhar, e agora o assunto volta outra vez.

Por que alguns não trabalhavam? Como vimos numa lição anterior, esses crentes que não trabalhavam eram aqueles que aguardavam a volta de Cristo para os seus dias, como já aconteceu mais recentemente com os pré-mileritas, lembra-se? Como Jesus não veio, e juntando a preguiça deles; eles não trabalhavam, e isso causou um problema para o departamento de Dorcas da igreja de Tessalônica.

Cuidado! Aqui Paulo não esta criticando os irmãos que não trabalhavam, ele estava exortando os que não se sustentavam por conta própria e não ajudavam os necessitados. Muito provavelmente havia pessoas naquele grupo que não tinham condições de sustento próprio, e Paulo demostrou que aqueles que podem trabalhar que o façam nem que seja para ajudar aqueles que necessitam. Cuidado para você não institucionalizar aquilo que Deus disse para você fazer. Alguns dizem assim: “Se trabalhasse não pediria para a igreja ou pra mim.” Antes de falar devemos visitar o necessitado, e além de orientá-lo, devemos ajudá-lo a procurar um emprego, ou encaminhar para uma instituição de ajuda.

Até que ponto estamos colocando a religião que Cristo nos deixou em prática? “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mateus 25:34-40

QUINTA-FEIRA ( 27 de setembro) – AMOR SEVERO

– Se a Bíblia fala de um amor firme é porque há um amor fraco.

“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão.” II Tessalonicenses 3:13-15.

Disciplinar membros é uma das tarefas mais difíceis e mal compreendidas da igreja. A situação ainda fica pior se o membro faltoso for um membro da nossa família ou de outras famílias que pertencem e participam da igreja . Sempre que vamos resolver um problema relacionado com disciplina devemos seguir os passos que Jesus nos deixou em Mateus 18, nas cartas de Paulo aos coríntios e em 2 Ts 3.

Embora a igreja deva agir para tirar o problema do seu meio, nunca deve esquecer o membro que cometeu falta. A pessoa deve ser visitada, amada e, na medida do possível, restaurada ao convívio dos santos.

Paulo não deixa dúvidas que devemos agir com irmãos problemáticos e que são insubordinados às doutrinas e autoridades da igreja ou querem viver dentro do pecado. Lembrando que o amor firme sugerido por Deus não nos dá autorização para arbitrariedades, mas também não autoriza tolerância que perpetue o pecado levando à perdição eterna.

O que o ser humano de hoje chama de ‘amor ao próximo’ é um amor complacente,
falso, pegajoso, que com palavras doces anestesia, sim, temporariamente a dor daquele que
errou, mas ao mesmo tempo o impede de reconhecer a causa do sofrimento, o que
infalivelmente força a repetição futura desse mesmo sofrimento. É um amor capaz de
proporcionar um alívio momentâneo, mas ao preço da infelicidade constante; um amor que
magnanimamente distribui esmolas aos desvalidos, mas não sem antes lhes subtrair o
tesouro da dignidade; um amor sempre pronto a enxugar as lágrimas do sofredor, mas
apenas para que este possa se corromper no sorriso beatificado do seu amoroso
confortador.

Amor ao próximo não é isso. Nunca foi. Amor, amor verdadeiro ao próximo é dar a
ele, antes de mais nada, o que lhe é de fato útil, pouco importando se isso lhe causa ou não
alguma alegria efêmera. É visar a felicidade eterna do próximo e trabalhar com afinco nesse
sentido. É mostrar de forma clara, até mesmo contundente, se preciso for, as faltas
cometidas, pois é “melhor a repreensão franca do que o amor encoberto” (Pv27:5), visto
que os erros sempre retornam ao gerador na forma de dor e sofrimento. É fato que “as
palavras do sábio são como aguilhões” (Jó12:11), mas “quem fere por amor mostra
lealdade, enquanto o inimigo multiplica beijos” (Pv27:6).

O falso amor já se imiscuiu em todos os campos da atuação humana, trazendo
prejuízos inenarráveis a quem o pratica e a quem dele é vítima. A educação dos filhos,
particularmente, sofreu demais com uma faceta desse falso amor, conhecido hoje como
educação moderna. Esse tipo de educação de altas tolerâncias para as crianças e adolescentes,
para não criar nenhum trauma neles, não passa de uma incubadora de tiranos,
contribuindo ainda mais para o caos reinante na Terra. É uma ferramenta afiada das trevas
mais espessas. Algumas poucas frases bíblicas mostram que, também na educação familiar,
o amor não se deixa separar da severidade: “O Senhor castiga aquele a quem ama, como
um pai a um filho querido” (Pv3:12); “Quem poupa a vara não ama seu filho; quem o ama,
porém, disciplina-o prontamente” (Pv13:24); “Não retires da criança a correção, ela não
morrerá se a castigares com a vara” (Pv23:13); “A vara e a reprimenda conferem sabedoria,
o jovem entregue a si mesmo é a vergonha da sua mãe” (Pv29:15). Se a criança, assim
educada com amor severo, tiver de fato boa índole, então é certo que não se desviará na
vida: “Ensina a criança no caminho que deve andar, e mesmo quando for velho não se
desviará dele” (Pv22:6).

O que vale para crianças e adolescentes vale também para adultos, apenas moldado
para o mundo deles. Quando repreendeu severamente os Coríntios em sua primeira carta,
Paulo logo em seguida explicou: “Não vos escrevo essas coisas para vos envergonhar, pelo
contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados” (1Co4:14). Paulo estaria sendo
até negligente se não os admoestasse naquela ocasião, pois contribuiria assim para
perpetuar um erro (no caso a soberba) e as conseqüências maléficas disso para a
comunidade. Desse modo, ele mesmo se sobrecarregaria com uma culpa, devido à sua
negligência. Pouco mais à frente, ele faz até um paralelo disso com a atuação do Senhor:
“Punindo-nos, o Senhor nos educa, para não sermos condenados com o mundo.”
(1Co11:32).

Paulo, portanto, agiu corretamente com seu amor severo, em inteira conformidade
com um antiqüíssimo ensinamento das Escrituras: “Não odiarás o teu irmão no teu coração;
repreenderás o teu próximo para que não incorras em pecado por sua causa” (Lv19:17).
O salmista diz o mesmo do ponto de vista de quem foi justamente repreendido: “Castigue-me o justo e repreenda-me com misericórdia” (Sl141:5). Na segunda epístola dirigida aos
Coríntios, Paulo volta à carga e afirma que “não se arrepende se os entristeceu com sua
carta” (2Co7:8), e diz até que se alegrou pelo efeito que ela provocou: “Alegro-me agora,
não pela vossa tristeza, mas pelo arrependimento que ela produziu” (2Co7:9).

Que experiências você teve com a disciplina da igreja? Como a igreja pode manter um equilíbrio entre o confronto e a aceitação? 

SEXTA-FEIRA (28 de setembro)
– As duas cartas do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses ensinam-nos bastante sobre como ser uma igreja inserida num ambiente difícil. Embora o contexto imediato com o que ele teve de lidar foi diferente do nosso, os princípios que ele defendeu são duradouros e eternos, porque são inspirados pelo próprio Senhor.

“Os crentes de Tessalônica foram muito incomodados por homens que chegaram junto deles com opiniões e doutrinas fanáticas. Alguns andavam sem fazer nada…ocupando-se com ninharias.” II Tes. 3:11. A igreja tinha sido devidamente organizada, com os seus oficiais designados para atuarem como pastores e diáconos. Mas havia alguns, rebeldes e impetuosos, que recusavam sujeitar-se aos que exerciam os cargos de autoridade da igreja.” Atos dos Apóstolos, 187.

No Apocalipse está dito que da boca da besta e do falso profeta sairão “espíritos
imundos em forma de rãs” (Ap16:13), e que “estes são espíritos demoníacos com poder de
realizar prodígios” (Ap16:14). Isso significa que, no tempo do fim, os falsos profetas farão
prodígios com as palavras que saírem de suas bocas, com auxílio do raciocínio
 amplamente cultivado no engano da modernidade (a besta) .
Deixo agora aos leitores e estudantes da Escola Sabatina concluir se isso está ou não a ocorrer
nos dias de hoje.

fabiodeps@gmail.com

http://temasbblicos.blogspot.com.br, http://library.com.br/Escrituras/, http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/les2012.html

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  • ” Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” Apocalipse 1:3

  • “Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom.” 1 Tessalonicenses 5:20-21.

  • "Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
    E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento;
    E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne."
    Judas 1:21-23

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