Comentários à Lição 5 (1ª parte) Escola Sabatina – O EXEMPLO APOSTÓLICO – 28 a 31 de Julho de 2012

VERSO ÁUREO: “Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações.” I Tessalonicenses 2:4


INTRODUÇÃO: Nesta semana vamos estudar I Ts capítulo 2.
Em I Tess. 2:1-12, Paulo faz uma revisão de sua experiência na companhia do povo de Tessalônica. Ele recorda como chegou ali, após o espancamento que sofreu em Filipos. Conforme está em Atos 16. Ele também se lembra, então, que não se dirigiu a Tessalônica com nenhum interesse pessoal ou motivos torpes. Não estava buscando benefícios ou elogios. Receber seu sustento das pessoas que ele tinha ajudado a descobrir o evangelho teria facilitado a pregação, mas ele preferiu trabalhar para demonstrar seu desapego pessoal. Acima de tudo, ele as tratou como filhos amados, agindo como seu pai.
O apelo do evangelho faz eco aos apelos do Antigo Testamento: “Portanto, sejam obedientes a Deus e deixem de ser teimosos.” Dt 10:16 . O apelo é semelhante ao de Davi, quando este reconheceu seu estado pecaminoso, como em Salmo 51:1-10. Paulo faz um relatório sobre as igrejas da Macedônia, que incluía a dos tessalonicenses, de como eram corteses e generosos a despeito de sua pobreza, pois a maioria dos crentes pertencia a classe trabalhadora. Ele tem por referência as palavras de Jesus, em Lucas 11:11-13, indicando que tipo de pessoa Deus é em Sua misericordiosa compaixão para conosco.
Paulo estava menos preocupado com o crescimento numérico da igreja do que com seu crescimento, pela graça de Deus, nos princípios espirituais corretos.
Como podemos seguir essa abordagem atualmente quando, a ênfase, parece residir nos números e na forma ?
E, como a lição também indaga, qual é nossa verdadeira motivação?
Precisamos reconsiderar cuidadosamente nossa abordagem ao seguir o exemplo apostólico.

DOMINGO (29 de julho) – OUSADIA NO SOFRIMENTO
Há uma frase de Frank Farley:
“Grande parte de nosso cristianismo, hoje, está encharcada com sentimento, mas destituída de sacrifício.”
Quando comparo aquilo que Jesus fez para me salvar com aquilo que realizo em favor do evangelho de Cristo, concluo que faço muito pouco em termos de pregação da Palavra. O máximo que podemos fazer em favor de Jesus sempre será o mínimo, quando comparado com o seu grande amor para conosco!

O verso para hoje é este: “Porque vós mesmos, irmãos, bem sabeis que a nossa entrada para convosco não foi vã; mas, mesmo depois de termos antes padecido, e sido agravados em Filipos, como sabeis, tornamo-nos ousados em nosso Deus, para vos falar o evangelho de Deus com grande combate.” I Tessalonicenses 2:1-2.
A tendência natural do nosso coração é de não insistirmos com a mesma coisa pela segunda vez. Ainda mais quando somos impedidos de realizá-las. Mas Paulo deixa claro que, na pregação do evangelho, ele devia ser teimoso e combativo. Deus deu a motivação correta para os apóstolos, e eles voltaram a insistir, mesmo que fosse por cartas, no primeiro momento.
Por que é mais fácil insistir para conseguir um emprego ou namorada(o) do que em pregar o evangelho? Até que ponto somos guiados por motivos egoístas? Estamos dispostos a andar a segunda milha em favor de Jesus?

Comentários de Ellen White
“Se os pastores tornassem os atos de cada dia um assunto de cuidadosa reflexão e
deliberada recapitulação, com o objetivo de familiarizar-se com os próprios hábitos de vida,
conheceriam melhor a si mesmos. Mediante um exame íntimo de sua vida diária sob todas as
circunstâncias, eles conheceriam seus motivos, os princípios que os regem. Essa diária
recapitulação de nossos atos, para ver se a consciência aprova ou condena, é necessária para
todos os que anelam chegar à perfeição do caráter cristão. Muitos atos que passam por boas
obras, mesmo atos de beneficência, se analisados rigorosamente, terão de ser considerados como
induzidos por motivos errados. Muitos há que recebem aplausos por virtudes que não possuem.
O Esquadrinhador dos corações inspeciona os motivos, e muitas vezes os próprios atos que são
vivamente aplaudidos pelos homens são por Ele registrados como provindo de motivos egoístas
e vil hipocrisia. Cada ato de nossa vida, quer excelente e digno de louvor, quer merecedor de
censura, é julgado pelo Esquadrinhador dos corações de acordo com os motivos que o induziram.” {Testemunhos para a igreja, v. 2, p. 512}
Há, por toda parte, a tendência de substituir pela obra de organizações o esforço
individual. A sabedoria humana tende à consolidação, à centralização, à edificação de grandes
igrejas e instituições. Muitos deixam às instituições e organizações a obra da beneficência;
eximem-se do contato com o mundo, e seu coração torna-se frio. Ficam absorvidos consigo
mesmos e insensíveis à impressão. Extingue-se-lhes no coração o amor para com Deus e o
homem. Cristo confia a Seus seguidores uma obra individual – uma obra que não pode ser feita
por procuração. O serviço aos pobres e enfermos, o anunciar o evangelho aos perdidos, não deve ser deixado a comissões ou caridade organizada. Responsabilidade individual, esforço individual e sacrifício pessoal são exigências evangélicas. {A ciência do bom viver, 147}

SEGUNDA-FEIRA (30 de julho) – O CARÁTER DOS APÓSTOLOS
“Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência. “ I Ts 2:3
Por que foi necessário Paulo dar a ênfase de honestidade de carácter dos pregadores, como no verso de hoje? Você percebeu que já não dá para assistir um telejornal ou ler um jornal, sem ficar triste com as notícias de corrupção?
Lê-se ou ouve-se de alguns políticos que corrompem o sistema para encaixar dinheiro para si; de direções de empresas que visam lucros ilícitos e de algumas igrejas cristãs que usam de má-fé para, até extorquir dinheiro dos seus fiéis. As pessoas estão cansadas de tanta corrupção! São vários os tipos de calotes, que as pessoas passam a desacreditar na fé. No tempo de Paulo as pessoas passavam pelo mesmo problema. Eram os impostos caros do governo romano, os filósofos que falavam na rua e levavam dinheiro. Por isso foi necessário Paulo dar essa ênfase.
Para além destes pontos, nos dias de Paulo havia muitos enganadores com filosofias, magias e charlatanismo que confundiam a mente até dos sinceros, quando ouviam o evangelho.
Que fatores levam as pessoas a aceitar a mensagem que pregamos, e como podemos ganhar a confiança delas para pregar-lhes o evangelho?
1) Dar um bom testemunho – Se as pessoas avaliam o valor da mensagem que pregamos; através do nosso caráter, então é necessário deixarmos um bom exemplo de vida. Aqui está incluído o estilo de vida, os hábitos, os costumes e honestidade do pregador. O caráter dos apóstolos estava de acordo com aquilo que pregavam. Esta autenticidade tem um poder tremendo no mundo de hoje, como em todos os tempos.
2) Dar a mensagem correta – As autoridades romanas introduziram outras divindades para os tessalonicenses adorar. Eles já estavam desiludidos com a sua principal divindade, Cabirus. E quando Paulo pregou o cristianismo, muitos aceitaram, pois tinha a melhor proposta.

Nossa vida está de acordo com a pregação que realizamos?

TERÇA-FEIRA (31 de julho) AGRADAR A DEUS
“Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações. Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha. E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, servos pesados.” I Tessalonicenses 2:4-6.
Alguns filósofos, daquela época colocavam-se na rua e em lugares designados, e procuravam inculcar na mente das pessoas a mudança interior que podia ocorrer nos ouvintes. É certo que todas as pessoas necessitam de ter um sentimento de valor próprio. Todos necessitamos de ser e sentir amados. Mas o sentimento de valor legítimo só é encontrado no evangelho. Paulo teve que concorrer com esses filósofos que ensinavam que temos o bem inerente em nós, e que basta apenas desenvolvê-lo. Paulo dizia que o Espírito Santo atuando nas pessoas é que transforma o seu interior. Enquanto os outros pregadores lisonjeavam os ouvintes com palavras de bajulação e mentiras, os apóstolos apontavam para Deus todo o poder de transformação e toda a glória.
Como a Nova Era e filosofias orientais, com sua proposta de auto-ajuda e de esoterísmo, têm influenciado as pessoas nos dias de hoje e as desviado do puro evangelho de Cristo? Muitos se apegam nos bens materiais, títulos pessoais e outras conquistas; como prova de que tem poder inerentes em si. Paulo mostrou que tudo vem de Deus e que devemos viver para agradá-Lo.
Analise Gênesis e tire as suas conclusões: “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” Gênesis 3:4-5.

Adaptado e editado por fabiodeps@gmail.com

de temasbblicos.blogspot.com

Luís C. Fonseca.

 

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  1. #1 por Fanny em 31 de julho de 2012 - 19:56

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  2. #2 por Creusa em 1 de agosto de 2012 - 11:45

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  • ” Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” Apocalipse 1:3

  • “Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom.” 1 Tessalonicenses 5:20-21.

  • "Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
    E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento;
    E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne."
    Judas 1:21-23

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