TESSALÔNICA NOS DIAS DE PAULO – COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 3 (1ª parte) – 14 a 16 de julho de 2012

Comentários à lição 3 feito em 2 partes: de 14 a 16 (1) e de17 a 21(2) de julho de 2012.

SÁBADO (14 de julho)

VERSO ÁUREO: “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível de pessoas.” 1Co 9:19

INTRODUÇÃO: A conveniência política é bem expressa em João 11:48-50. Com o domínio dos romanos, Israel sofreu severas consequências de proibições e perseguições, e os romanos também estavam presentes em Tessalônica e isso afetou a situação com a qual Paulo teve que lidar ao apresentar o evangelho. A dura realidade de estar disposto a se sacrificar por causa das pessoas mostra o que acontece quando você também pensa dessa forma.
Em 1Cor. 9:19-27, Paulo expõe sua estratégia de testemunho; ser todas as coisas para todas as pessoas de modo a ganhar alguns. Ele não se preocupava com qualquer outro objetivo, mas colocava o seu interesse naquilo que os outros estavam pensando e fazendo para que pudesse testemunhar a eles. Ele diz a mesma coisa, com outras palavras, em 1Cor. 9:19. 1Cor. 16:19 refere-se às igrejas da Ásia; e Tessalônica era vizinha dessas igrejas. Tratava-se, naturalmente, de igrejas que se reuniam nos lares, já que prédios de igreja ainda não tinham sido construídos. As pessoas se reuniam em seus respectivos lares, em íntima comunhão com Deus.
I João 2:15-17 nos conclama a não amarmos este mundo, porque ele é passageiro; uma importante mensagem para nós, como o era para as pessoas do mundo antigo. Embora pertençamos mesmo a este mundo, precisamos manter nossos olhos fixos nos aspectos espirituais, conforme disse Jesus a Nicodemos. Ver João 3:3-8.

Faça estas perguntas a si mesmo: Por que seria importante conhecer a situação existente em Tessalônica? Como a aplicamos ao nosso próprio tempo? Como nossa experiência pessoal tem impacto na forma como vemos a Deus? Apesar de nossos problemas individuais, como podemos saber que Deus ainda está trabalhando para nosso bem?

DOMINGO (15 de julho)
OS ROMANOS CHEGAM A TESSALÔNICA – Que dois problemas Roma apresentava para a população?

Impostos caros – Como a lição deixa claro, a vida em Tessalônica era boa para uns poucos e dura para a maioria. Como cidade “adotada” por Roma, Tessalônica tinha que pagar tributo, sendo que todo imposto adicional representava um problema, pois colocava um fardo extra sobre os habitantes.

Idolatria – Além disso, seus sistemas religiosos não lhes ofereciam esperança. Muitas pessoas de sua população estavam presas nas exigências de uma vida monótona. Para piorar, tudo parecia completamente sem sentido. Os “velhos deuses” não tinham relevância; a religião parecia não ter respostas para oferecer.

Então Paulo entrou e ofereceu a esperança de Cristo como uma parte vital das boas novas. Ele falava às pessoas comuns da rua, que eram receptivas às boas novas. Reuniam-se nas casas uns dos outros e conversavam sobre o que tinham aprendido, adorando a Deus e celebrando a dádiva de Jesus. Daí tiramos o nosso modelo. Enquanto o desenvolvimento de uma ampla estrutura administrativa eclesiástica seja útil, de algum modo, pois a igreja pode fazer mais do que podemos como indivíduos, isso foi alcançado por um preço. Precisamos recuperar o espírito dessas igrejas originais que funcionavam nos lares, pondo o foco nas pessoas e não em prédios e instituições, trabalhando para a família, os amigos, e os vizinhos. Precisamos abordar, muito especificamente, os seus problemas e suas preocupações, mostrando-lhes como Deus pode ajudá-los e pode dar resposta a suas indagações. Mais do que tudo, precisamos levá-los ao Salvador Jesus que nos diz a todos: “se vocês me vêem, vêem também o Pai.”

Por que isso é tão importante? Porque só podemos ter o perfeito amor se esse amor elimina o nosso temor, especialmente nosso temor de Deus. Não podemos amar a Deus, se o tememos. Conhecer a Deus como se revelou a nós na vida e nas palavras de Jesus significa que podemos verdadeiramente amá-lo e aceitar a cura da salvação, tornando-nos Suas testemunhas para os que estão ao nosso redor.

Mesmo antes de Paulo, a presença e decisões dos romanos nos territórios de Israel influenciaram as decisões políticas e religiosas a respeito de Cristo e outros fiéis. Ver João 11:48-50

SEGUNDA-FEIRA (16 de julho)
UMA RESPOSTA PAGÃ A ROMA – Roma não teve que tratar apenas com o cristianismo que florescia em seus dias de governo; mas teve que tratar também com filosofias pagãs que prejudicavam o seu governo, pois a classe trabalhadora era devota ao deus “Cabirus”. Quem foi esse personagem? Cabirus, falava em favor dos marginalizados. De acordo com a tradição ele foi assassinado por seus dois irmãos e foi enterrado com os símbolos da realeza, e o movimento passou a tratá-lo como herói martirizado.

As classes operárias acreditavam que Cabirus havia manifestado poderes miraculosos enquanto vivia. Eles também acreditavam que de tempos em tempos, Cabirus, silenciosamente, voltava à vida a fim de ajudar as pessoas; pensavam que ele voltaria para trazer justiça às classes trabalhadoras e devolver à cidade a independência e grandeza do passado. O culto de Cabirus oferecia esperança aos oprimidos, em termos que lembram a esperança bíblica.

Quando o culto ao imperador surgiu, na época de Augusto, os romanos proclamaram que Cabirus já tinha vindo na pessoa de César. Em outras palavras, o poder de ocupação se apropriou da esperança dos oprimidos, mas logo perceberam que a opressão de Roma sobre eles era muito grande. E achavam que Cabirus os tinha abandonado. Como resultado, a vida espiritual de Tessalônica não mais proporcionava alívio para as classes trabalhadoras. As pessoas comuns ficaram sem uma religião significativa. A existência do culto ao imperador também significava que, se alguém parecido com o verdadeiro Cabirus chegasse à cidade, seria uma ameaça imediata ao sistema estabelecido. Por isso os cristãos eram perseguidos.

De que modo a idolatria atual afeta a visão das pessoas para não enxergarem o lindo evangelho de Cristo? Como podemos aproveitar as oportunidades para levar um evangelho que realmente leve esperança para as pessoas?

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  1. #1 por Elisane em 17 de julho de 2012 - 8:36

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  • ” Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” Apocalipse 1:3

  • “Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom.” 1 Tessalonicenses 5:20-21.

  • "Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
    E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento;
    E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne."
    Judas 1:21-23

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